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Correio da Manhã

Portugal
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Rede de contrabando de tabaco acusada

Uma rede de contrabando de tabaco foi ontem alvo da acusação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). São 38 arguidos, entre pessoas e empresas, a quem são imputados os crimes de associação criminosa, fraude fiscal, contrabando qualificado e contrabando de circulação agravada, cometidos entre 2006 e 2007, no Norte do País. Com esta actividade ilícita terão lesado o Estado em cerca de 4 milhões de euros, referentes a impostos.

4 de Outubro de 2008 às 00:30
São 38 arguidos entre pessoas e empresas. O líder está foragido
São 38 arguidos entre pessoas e empresas. O líder está foragido FOTO: José Barradas

Dos 38 arguidos, o líder do grupo, Filipe ‘Vinagreiro’, e um outro elemento fugiram antes da operação da Brigada Fiscal da GNR e estão ainda em parte incerta. Três estão em prisão preventiva e os restantes arguidos cumprem diversas medidas de coacção. O grupo estava organizado e actuava com grande logística a coberto de diversas empresas.

A acusação do DCIAP afirma que os seus elementos tinham consciência de que conseguiam o enriquecimento fácil através da evasão fiscal sobre a comercialização de tabaco proveniente de países da União Europeia e da Ásia. A mercadoria entrava em Portugal por via terrestre e marítima e, para além ser vendida ilegalmente no mercado nacional, era introduzida em outros territórios europeus. Durante mais de um ano conseguiram ludibriar os circuitos alfandegários. A rede foi desmantelada em Outubro de 2007 e a acusação despachada no último dia do prazo legal.

João Peres, advogado de um arguido, requereu um incidente da recusa para impedir que a acusação não fosse deduzida, mas o DIACP não decidiu impedir em tempo útil.

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