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Correio da Manhã

Portugal
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Rede de contrafação apanhada com 1 milhão de etiquetas e 100 mil peças de roupa falsa

GNR de Coimbra desmantela rede que vendia falsa roupa de marca em feiras do País. Caso tem 25 arguidos.
22 de Fevereiro de 2019 às 10:03
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GNR de Coimbra desmantela rede que vendia falsa roupa de marca em feiras do País. Caso tem 25 arguidos.

A GNR de Coimbra anunciou esta sexta feira o balanço da Operação Nó Cego, que resultou no desmantelamento de uma rede de contrafação de roupa.

Em comunicado, a força detalha que "A Unidade de Acção Fiscal, através do Destacamento de Acção Fiscal de Coimbra, nos dia 19 e 20 de fevereiro, no âmbito de uma investigação que decorre há cerca de dezoito meses, dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Coimbra, desmantelou uma rede organizada que se dedicava ao fabrico e comercialização de artigos contrafeitos, em feiras e mercados ou através das redes sociais e sites de venda eletrónica, com ocultação à administração tributária dos proveitos obtidos com a atividade criminosa desenvolvida"

A operação, resultou na realização de "114 buscas, em localidades dos distritos de Castelo Branco, Setúbal, Lisboa, Aveiro, Braga, Viseu e Porto, das quais 41 a locais de fabrico, armazenagem, distribuição e de intermediação de venda de produtos contrafeitos, 38 a domicílios e 35 buscas a veículos automóveis".

A lista de bens apreendidos mostra a dimensão do negócio:

- 30 veículos automóveis de gama média-alta e de transporte de mercadorias;
- Mais de 1 milhão de etiquetas, logótipos e outras matérias-primas utilizadas no fabrico de artigos contrafeitos;
- 48 900 peças de vestuário e calçado contrafeitos;
- 73 507 euros em numerário;
- 418 quadros de estampagem;
- 290 misonetes;
- 20 máquinas de costura,
- 49 Telemóveis;
- 10 peças em ouro (valor aproximado de 6.000 euros);
- Quatro armas de fogo (uma pistola, um taser e duas caçadeiras);
- Um colete balístico;
- Um carregador;
- 99 munições.

O grupo fabricava vestuário e calçado em garagens, anexos de residências e zonas industriais, com utilização fraudulenta e não autorizada de marcas e patentes registadas e sem declarar os rendimentos

"O valor do vestuário contrafeito apreendido durante a operação ascende a mais de 2 milhões de euros, estimando-se uma fraude ao Estado num montante na ordem dos 500 mil euros. No decurso da investigação tinham sido já apreendidas 52 mil 900 peças de vestuário contrafeito, no valor estimado de cerca de 1,4 milhões euros", acrescenta a GNR.

No âmbito da operação, foram constituídos 25 arguidos, com idades compreendidas entre os 18 anos e os 63 anos, sendo que os principais suspeitos se encontram indiciados na prática dos ilícitos criminais de associação criminosa, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, contrafação e fraude sobre mercadorias.

Nesta operação foram empenhados 115 militares da Unidade de Ação Fiscal, apoiados por efetivo dos Comandos Territoriais de Viseu, Aveiro e Setúbal e por forças da Polícia de Segurança Pública.

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