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Correio da Manhã

Portugal
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Reforma dos cuidados primários sai cara

O ministro da Saúde, Correio de Campos, admitiu ontem que a reforma dos cuidados de saúde primários, que entre outras iniciativas prevê a criação das Unidades de Saúde Familiares (USF) e a reformulação do atendimento de urgência nos centros de saúde, pode aumentar a despesa do Estado, frisando que o Governo aposta na qualidade.
22 de Agosto de 2006 às 00:00
Numa reunião com médicos, enfermeiros e funcionários do Centro de Saúde de Condeixa-a-Nova, onde será instalada uma das primeiras USF do País, o ministro foi peremptório: “Vamos gastar mais, pois vamos ter mais encargos.” Procurando rebater as críticas de que a reforma do sistema de saúde assenta numa “visão economicista”, Correia de Campos sublinhou que “o problema essencial não é o dinheiro: o problema é a qualidade”.
Admitindo que os profissionais de saúde enfrentam “um certo grau de incerteza” face à reforma e à criação das USF, Correia de Campos disse que “nunca estão reunidas as condições óptimas” para avançar. “Mas na minha cabeça não há nenhuma incerteza” quanto às vantagens, gracejou.
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