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Correio da Manhã

Portugal
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Região lidera no desemprego

O desemprego não pára de aumentar no Algarve. Pelo quinto mês consecutivo, esta foi a região do País que registou maior aumento percentual (55,2%, enquanto a média nacional foi de 23,8%), em comparação com período idêntico de 2008. Existem 20 987 pessoas sem trabalho nos 16 concelhos algarvios.
25 de Abril de 2009 às 00:30
”É o pior registo de desemprego no Algarve desde 1990”, segundo a União de Sindicatos do Algarve
”É o pior registo de desemprego no Algarve desde 1990”, segundo a União de Sindicatos do Algarve FOTO: Paulo Marcelino

'É o pior registo desde 1990', afirma António Goulart, da União de Sindicatos do Algarve, que classifica a situação de 'extremamente grave', adiantando que 'podemos cair numa crise económica e social como não há memória na região'. O sindicalista critica o Governo 'por não tomar medidas'.

O sector do turismo contribui fortemente para este aumento de desempregados. Segundo Joaquim Borges, do Sindicato da Hotelaria e Turismo do Algarve, os sinais de crise começaram a adensar-se em finais do ano passado: 'Deu-se um fenómeno novo, que foi o fecho de um grande número de unidades hoteleiras na época baixa, cerca de meia centena, e algumas ainda não reabriram.'

Portimão é o município algarvio com maior número de desempregados, contabilizando no mês passado 3581 desempregados. No segundo lugar surge Loulé (2817), sendo seguido por Albufeira (2660) e Faro (2493). Alcoutim (44) surge como o último da lista.

As mulheres são as mais atingidas pela situação, havendo 11 608 registadas nos Centros de Emprego algarvios. A maior parte dos desempregados (18 361) encontra-se inscrita há mais de um ano. Os dois principais motivos na origem da inscrição são o fim do contrato de trabalho não-permanente e o despedimento.

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