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Correio da Manhã

Portugal

Regou irmão com gasolina e ateou-lhe fogo

Carlos Vareta não conseguiu explicar aos juízes o porquê de matar o irmão
16 de Janeiro de 2014 às 09:02
Carlos Vareta foi detido pela PJ por ter ateado fogo ao irmão e está a ser julgado
Carlos Vareta foi detido pela PJ por ter ateado fogo ao irmão e está a ser julgado FOTO: Eduardo Martins

Carlos Vareta admite que assassinou o irmão Francisco – ao regá-lo com gasolina e atear-lhe fogo –, mas afirma que não se lembra do que se passou e não consegue explicar porque o fez. Ontem, ao tribunal de Ílhavo, onde está a ser julgado pelos crimes de homicídio qualificado e incêndio, o ex-emigrante de 48 anos disse que "estava possuído pelo demónio". O relatório psiquiátrico pedido pela defesa diz que Carlos tem "imputabilidade atenuada". O Ministério Público (MP) afirma que o homem sabia o que fazia e pediu uma condenação severa.

O crime ocorreu na noite de 28 de janeiro de 2013, na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, após vários anos de desavenças familiares, confirmadas pelos familiares dos irmãos. "Eles não gostavam de mim", afirmou Carlos perante o coletivo de juízes. Dias antes do crime, o homicida ficou a saber que iria ser julgado por abusos sexuais de uma sobrinha – processo em que foi absolvido em março de 2013 – mas nega que tenha sido esse o motivo que o levou a matar o irmão.

"Não há explicação para isto, estava possuído pelo demónio", justificou Carlos. "Ele arrombou a porta, regou o Francisco com gasolina, incendiou um papel e atirou-o para cima dele", contou António, irmão do arguido e da vítima, que dormia com Francisco na mesma casa.

"É um crime horrendo e que deve ser severamente punido", afirmou o procurador do MP nas alegações finais. Maria Manuel Candal, advogada de defesa, pediu para o coletivo ter em atenção o relatório psiquiátrico.

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