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Correio da Manhã

Portugal
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Reitores jogam na defensiva

Na defensiva. Os reitores das universidades e presidentes dos politécnicos aguardam com expectativa a apresentação oficial, hoje, do relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que analisou o sistema de ensino português.
14 de Dezembro de 2006 às 00:00
Universidades e Politécnicos reclamam uma reorganização do Ensino Superior
Universidades e Politécnicos reclamam uma reorganização do Ensino Superior FOTO: d.r.
O relatório, divulgado ontem, propõe que os professores e não-docentes deixem de ser funcionários públicos, passando as instituições a ter a responsabilidade de pagar os salários.
A OCDE recomenda que as universidades e politécnicos devem passar a ser fundações, financiadas pelo Estado, mas geridas como se fossem privadas. Sugestão que Luciano Almeida, presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos, considera aceitável, salvaguardando ser necessário “ver quais os modelos possíveis”. Mascarenhas Ferreira, reitor da Universidade de Trás-os-Montes, mostra-se céptico e sugere que o modelo seja aplicado, à experiência, nas instituições mais antigas. Certo é que para a semana os reitores vão reunir para discutir o relatório.
A participação de elementos externos na gestão das universidades e politécnicos é outra das recomendações. Deve ser criado um órgão que tenha o controlo financeiro, dos recursos humanos e materiais. A responsabilidade pelo sucesso educativo deverá ser das instituições, que devem fixar limites para o que seria aceitável em termos de taxas de insucesso e abandono.
ESTUDAR E TRABALHAR
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, quer que os estudantes trabalhem em part-time enquanto tiram o seu curso. “É preciso criar a ideia de que trabalhar durante o curso é bom e não é um estigma, até porque ter alguma actividade remunerada dá experiência.”
Mariano Gago garantiu que os empréstimos, com taxas de juro baixas, avançam em 2007. Servem para ajudar a pagar as propinas e outras despesas com o curso e deverão ser pagos quando os alunos terminarem a licenciatura e tiverem rendimentos. O Estado e as universidades serão os fiadores.
SUPERIOR A MEXER
MAIS BOLONHA
O número de licenciaturas do Ensino Superior adaptadas ao Processo de Bolonha vai duplicar no próximo ano lectivo, atingindo 90 por cento, assegurou o ministro Mariano Gago, no Parlamento.
CANDIDATURAS
Dos 19 329 candidatos ao Ensino Superior, com mais de 23 anos e sem a conclusão do secundário, 14 444 foram aprovados. O número de alunos efectivamente matriculados só será apurado no final do ano lectivo, pois alguns desistem e outros fizeram provas em mais de uma instituição.
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