Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
7

Relação mantém pena máxima a mulher que instigou homicídio em Chaves

Condenada ainda pelos crimes de profanação de cadáver, furto e incêndio.
10 de Julho de 2017 às 21:02
Tribunal da Relação de Guimarães
Tribunal da Relação de Guimarães
Juiz
Tribunal da Relação de Guimarães
Tribunal da Relação de Guimarães
Juiz
Tribunal da Relação de Guimarães
Tribunal da Relação de Guimarães
Juiz
O Tribunal da Relação de Guimarães decidiu manter a pena máxima de 25 anos a uma mulher condenada por instigar um homicídio, que ocorreu em Chaves, e ainda pelos crimes de profanação de cadáver, furto e incêndio.

O Tribunal de Vila Real condenou, a 12 de dezembro, à pena máxima de 25 anos de cadeia Sónia Mendes, por instigar um homicídio, e ainda Miguel Brito a 20 anos, por matar um jovem, cujo corpo queimaram e enterraram num quintal em Chaves.

Apesar de ter sido provado que foi Miguel Brito, de 20 anos, a matar Tiago Gonçalves, o tribunal considerou que foi Sónia Mendes, de 32 anos, a mandante do crime, tendo instigado o arguido, que acabou por estrangular o rapaz com um cinto.

Os dois mantinham, à altura dos factos, um relacionamento extraconjugal.

O Tribunal da Relação de Guimarães julgou improcedente o recurso interposto pela arguida e resolveu manter "na íntegra" o acórdão do Tribunal de Vila Real.

Segundo a página da internet da Procuradoria-Geral Distrital do Porto, a mulher foi condenada por seis crimes de roubo, um de furto simples, outro de furto qualificado, um crime de homicídio qualificado, um crime de profanação de cadáver e um crime de incêndio.

Relativamente a Miguel Brito, que também recorreu do acórdão da primeira instância, o Tribunal da Relação decidiu manter a pena única de 20 anos, no entanto considerou o recurso parcialmente procedente no que diz respeito à condenação pela prática de um crime de roubo na forma continuada, substituindo-o pelo crime de um crime de furto simples.

O arguido ficou, assim, condenado pela prática dos mesmos crimes que a arguida.

Durante o julgamento, ficou provado que os dois arguidos mantinham uma relação amorosa e decidiram planear e executar vários assaltos na via pública para realizar dinheiro, abordando sempre mulheres e sacando carteiras e objetos de adorno de ouro.

Ficou ainda provado que, no último quadrimestre de 2015, numa casa em Chaves, o arguido, instigado pela mulher, matou um jovem, namorado da filha da arguida, desferindo-lhe murros em diversas partes do corpo, pancadas na cabeça com uma frigideira e esganando-o com um cinto.

Posteriormente, pretendendo desfazer-se do cadáver, os arguidos colocaram-no na banheira da casa, queimaram-no usando gasolina e enterraram-no num quintal.

O tribunal considerou que os dois foram motivados "pelo receio de serem denunciados".

A filha da arguida, menor de idade, acompanhou Sónia Mendes e Miguel Brito em vários assaltos, assim como nas manobras de enterramento do cadáver.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)