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Correio da Manhã

Portugal
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Relação decide ilibar falso padre

Acórdão da primeira instância volta a ser anulado. Absolvido de crimes de burla e furto.
Secundino Cunha 29 de Maio de 2015 às 22:04
O falso padre Agostinho Caridade foi absolvido pelos crimes de burla e furto qualificado
O falso padre Agostinho Caridade foi absolvido pelos crimes de burla e furto qualificado FOTO: Nuno Fernandes Veiga

A Relação de Guimarães voltou a anular a decisão do Tribunal de Braga – de três anos e três meses de cadeia – e , desta vez, absolveu mesmo o falso padre de Barcelos de crimes de burla e furto qualificados.

Já no final do ano passado, a Relação tinha mandado a sentença de volta à primeira instância, por falta de fundamentação, mas o Tribunal de Braga manteve a punição, dando como provado que Agostinho Caridade – que se fez passar por padre e presidiu a cerimónias religiosas por todo o País – tinha burlado o capelão da Senhora-a-Branca, em Braga, em sete mil euros, e que tinha furtado, em 2013, duas imagens de arte sacra de mais de cinco mil euros.

Segundo a Relação, os elementos de prova "não permitem a conclusão" de que o arguido foi o autor do furto. Isto apesar de, no dia seguinte ao desaparecimento daquelas imagens, ter sido apanhado a tentar vendê-las numa casa da especialidade. Os juízes desembargadores aceitaram a explicação que Agostinho Caridade deu de que apenas tentou vender a um santeiro de Braga "umas imagens que tinha comprado a outra pessoa".

O falso padre cumpre cinco anos de cadeia em Paços de Ferreira por crimes de burla, furto e usurpação de funções. Deve sair em 2017.