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Correio da Manhã

Portugal
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Religião: "Bispo deve viver e agir a partir da sabedoria"

O cardeal-patriarca de Lisboa disse neste domingo que "a caridade é a expressão central do ministério do bispo", na homilia da ordenação de D. Nuno Brás como novo bispo auxiliar de Lisboa, esta tarde no Mosteiro dos Jerónimos.
20 de Novembro de 2011 às 18:12
Nuno Brás foi ordenado novo bispo auxiliar de Lisboa, com o título de bispo de Elvas, numa celebração presidida por D. José Policarpo, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa
Nuno Brás foi ordenado novo bispo auxiliar de Lisboa, com o título de bispo de Elvas, numa celebração presidida por D. José Policarpo, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa FOTO: d.r.

"O bispo é sacramento de Cristo bom pastor, o que transforma toda a nossa vida. Somos chamados a ser dom sem hesitação e sem limites, a tomar a sério as palavras de Jesus: 'o que fizeres ao mais pequenino dos meus irmãos é a Mim que o fazeis'", evocou D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa.  

"A caridade é a expressão central do ministério do bispo, porque é sacramento da caridade de Jesus Cristo, que lhe pede que a exprima com o seu amor de homem. O bispo deve fazer que aqueles de quem é pastor se sintam amados por Cristo, o nosso bom pastor", disse ainda D. José Policarpo, que presidiu a homilia de ordenação de D. Nuno Brás que recebeu o título de bispo de Elvas.  

"Um bispo é sempre um dom de Deus à sua igreja. Agradeçamos ao senhor, neste dia, este dom à igreja de Lisboa que, nas circunstâncias presentes, tanto dele precisa. Quando uma diocese, pelas suas dimensões, é servida por vários bispos, eles têm de ser, na sua comunhão de fé e de caridade, testemunho vivo do único senhor (...) Queremos que, através do nosso ministério, esta Igreja se sinta amada e seja no mundo sinal do triunfo de Jesus Cristo", disse o cardeal-patriarca.  

Nuno Brás foi ordenado novo bispo auxiliar de Lisboa, com o título de bispo de Elvas, numa celebração presidida por D. José Policarpo, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.  

Os bispos ordenantes de D. Nuno Brás foram o bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e o presidente do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, D. Rino Fisichella, que foi também orientador da tese de doutoramento de Nuno Brás, então padre.  

Rino Fisichella considerou, em declarações ao jornal 'Voz da Verdade', que D. Nuno Brás é "um sacerdote com grandes dotes, muito importantes hoje, sobretudo com uma grande preparação teológica, uma paixão pastoral muito sentida, de modo especial nestes últimos anos, ligada à formação dos seminaristas e dos jovens padres".  

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