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Correio da Manhã

Portugal
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Responsáveis pelo plano de segurança da Red Bull Air Race frisam "tranquilidade"

INEM revelou que estarão no terreno 22 viaturas e 68 operacionais.
Lusa 22 de Agosto de 2017 às 17:42
Red Bull Air Race
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O plano de segurança da Red Bull Air Race, prova que vai decorrer no Douro a 02 e 03 de setembro, envolve dezenas de entidades, referiram esta terça-feira os responsáveis, frisando uma mensagem de "tranquilidade" sobre a segurança do evento.

O número total de meios humanos alocados a esta iniciativa não foi revelado, mas, em conferência de imprensa que juntou a organização da prova, autarcas do Porto e de Vila Nova de Gaia, bem como responsáveis da proteção civil e das forças de segurança, foi referido que a preparação do plano de segurança envolveu mais de 40 entidades.

Já o comandante distrital de Proteção Civil, Carlos Alves, apontou que os meios de socorro foram setorizados em sete áreas que incluem as duas margens, o próprio rio e os aeródromos (Vilar da Luz, na Maia, e Parque da Cidade, no Porto).

O responsável frisou que o plano de segurança estará "sempre sujeito a pequenas alterações e pequenos ajustamentos", sendo que no que se refere à sua área de intervenção, estarão mobilizados 421 meios humanos, contando com 100 voluntários do Corpo Nacional de Escutas.

O INEM revelou que estarão no terreno 22 viaturas e 68 operacionais. Serão constituídos três postos médicos avançados, dois em Gaia e um no Porto, e haverá uma unidade móvel de intervenção psicológica de emergência.

Quanto à Autoridade Marítima e Marinha, esta terá 18 meios náuticos (semirrígidas e motas de água), bem como duas equipas de mergulhadores, uma forense e uma segunda da marinha de guerra, num total de 50 pessoas.

Por fim nem a PSP, nem a GNR revelaram o número de operacionais, tendo sido avançado que a experiência de anos anteriores mostra que a distribuição do público vai concentrar-se na zona da ribeira, somando-se a zona da Alfândega, enquanto em Gaia está identificado o cais das Pedras, a marginal até à ponte da Arrábida e o Jardim do Morro.

As estradas A1 (Porto-Lisboa), A3 (Porto-Braga), A4 (Porto-Vila Real), A20 (até à ponde do Freixo), A28 (Porto-Viana do Castelo), A41 (estrada regional externa da região do Porto) e A44 (direção de Vila Nova de Gaia) serão algumas das monitorizadas para "garantia da fluidez trânsito".

Também foi divulgado que a Casa do Roseiral, no Porto, estará reservada aos espetadores com mobilidade reduzida.

Em resposta aos jornalistas, quer o presidente da câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, anfitrião da conferência de imprensa, quer o seu homólogo do Porto, Rui Moreira, procuraram frisar uma mensagem de "tranquilidade".

"Não estamos a salvo de situações dessa natureza [referindo-se a atentados] seja em situações de 'hard target' como esta, seja em situações diárias. Mas a certeza que damos é que estamos atentos não apenas a riscos menos convencionais como esses, mas também a riscos convencionais como as perturbação da ordem pública", disse Rui Moreira.

Questionado sobre se as pessoas vão sentir a segurança, o autarca do Porto disse acreditar que "as pessoas se têm sentido seguras" e deu como exemplo da articulação de meios das duas cidades que ditou o adiamento do lançamento de fogo-de-artifício na última noite de São João.

"As pessoas sentem uma enorme tranquilidade nas duas margens. Houve necessidade de adiar o fogo por razões técnicas e imponderáveis. No entanto não se verificou nenhuma situação de pânico que poderia ter ocorrido se eventualmente as populações não confiassem no que as forças de segurança estão a fazer", disse.

Já Eduardo Vítor Rodrigues referiu que o "impacto deste evento nas cidades é muito significativo", mas lembrou que nenhum dos concelhos "está a lidar com situações desta magnitude de forma nova".

"Temos de trabalhar numa lógica preventiva, evitando e garantindo a cobertura de todos os riscos mas sem passar uma mensagem de preocupação adicional para os cidadãos. As precauções vão muito para além da zona e visualização do evento. Estamos todos com um empenho enorme para que corra tudo bem", disse o presidente da câmara de Gaia.

Em nome da Red Bull, Fernando Figueiredo contou que "o espaço ocupado pela organização este ano é 30% menor do que aquilo que era em 2009", libertando-se áreas para público geral, e frisou que "este é provavelmente um dos dias de maior atividade económica da região".

A Red Bull Air Race decorrerá sobre o rio Douro, com os aviões a sobrevoar a cerca de 370 quilómetros por hora as margens do Porto e Gaia, tendo como limites as pontes Luís I e Arrábida.

De acordo com informação já divulgada, o público vai poder acompanhar a ação nas margens do Douro em áreas de acesso livre, onde serão montados ecrãs gigantes.

Além do traçado no rio, a iniciativa contará com um aeroporto temporário para a corrida no Parque da Cidade, que estará aberto não público em períodos específicos, para que seja possível ver de perto os aviões e conhecer os pilotos.

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