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Correio da Manhã

Portugal
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REVISORES CANSADOS DE AGRESSÕES E ROUBOS

A adesão à greve de 24 horas dos revisores da CP das linhas suburbanas da grande Lisboa situa-se entre os 80 e os 85 %, disse ontem à Lusa o presidente do sindicato que convocou a paralisação.
23 de Agosto de 2004 às 00:00
Na estação do Cais de Sodré não havia revisores, ontem a meio da tarde
Na estação do Cais de Sodré não havia revisores, ontem a meio da tarde FOTO: Vítor Mota
A greve, marcada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), visa pressionar a empresa a assegurar a segurança dos revisores nos comboios, explicou Armando Pereira.
O SFRCI convocou greve apenas para as linhas suburbanas da zona da grande Lisboa (Cascais, Sintra, Azambuja e Barreiro) porque são nestas que se tem verificado um agravamento da insegurança.
Na linha de Cascais, segundo apurou o CM, a adesão chegou mesmo perto dos 90%. "A meio da tarde, não haviam revisores na estação do Cais de Sodré", explicou uma fonte sindical.
Armando Pereira adiantou que os problemas de agressões nos comboios têm vindo a agravar-se noVerão, sobretudo em Agosto e na linha de Cascais, sem o reforço policial prometido pela CP.
O presidente do sindicato garantiu que as agressões aos revisores acontecem diariamente, sem contar com as agressões aos passageiros.
A greve começou às 00h00 de ontem, terminando às 24h00 horas de domingo, mas o SFRCI assegurou os serviços mínimos. Armando Pereira acrescentou que está marcada uma nova paralisação das 12h00 do dia 29 de Agosto (domingo) às 12h00 horas do dia 30 (segunda-feira).
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