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Correio da Manhã

Portugal
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Risco de suicídio duplica nas polícias

PSP e GNR registaram 144 mortes auto-infligidas desde 2000.
João Carlos Rodrigues e Miguel Curado 29 de Abril de 2019 às 08:36
Polícias e militares
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GNR
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A taxa de suicídio entre elementos da PSP e da GNR é duas vezes superior à da população em geral. Mas há anos, de acordo com um estudo agora divulgado, em que o valor fica três vezes acima.

As conclusões foram divulgadas pelo Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP/PSP), na sequência de um trabalho do dirigente e professor universitário Miguel Rodrigues, que analisou os suicídios nas forças de segurança desde o ano 2000 até ao final do ano passado.

"É a demonstração de que a ideia da tutela e da hierarquia está errada. É falso que os suicídios na PSP e GNR não estejam diretamente ligados às funções exercidas. Há uma clara relação entre a funções específicas dos polícias e a taxa de suicídio", explica Miguel Rodrigues ao CM.

De acordo com os dados recolhidos, nos últimos 19 anos houve 144 suicídios nas Forças de Segurança (71 na PSP e 73 na GNR), o que leva a uma taxa de 17 mortes autoinfligidas por 100 mil habitantes. Na população em geral, este número fica pelos 9,7 suicídios por 100 mil habitantes.

"Mas há anos em que a taxa é três vezes superior", aponta o professor da Lusófona, referindo-se a anos como 2015 e 2008.

Outra das conclusões é que em 92% dos suicídios de polícias foi usada uma arma de fogo. Em 88% destes casos foi usada a arma de serviço.

"É a consequência de fatores inerentes à profissão, à instituição em que estão inseridos e pessoais", conclui Miguel Rodrigues.
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