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Risco na PJ vale quatro vezes mais do que na PSP e GNR

Governo paga suplemento de 996 euros a inspetores da PJ, medida que está a causar polémica.
João Carlos Rodrigues 1 de Dezembro de 2023 às 01:30
Governo valoriza exercício de funções em condições de risco, insalubridade e penosidade
Governo valoriza exercício de funções em condições de risco, insalubridade e penosidade FOTO: Sérgio Lemos
Os inspetores da Polícia Judiciária vão receber um suplemento de missão no valor de 996 euros, pago 14 vezes por ano. O valor, que duplica o montante até agora atribuído, foi aprovado em Conselho de Ministros e é justificado “pelo exercício de funções em condições de risco, insalubridade e penosidade”. A medida está a causar polémica entre os elementos da PSP e GNR, que recebem muito menos pelo mesmo risco que correm.

O suplemento de risco na PJ será ainda pago aos especialistas de polícia científica – valor mensal a variar entre os 797 euros e os 864 euros, consoante as funções – e aos elementos da carreira especial de segurança da PJ – 664 euros por mês.

O Ministério da Justiça, que tutela a PJ, destaca ainda que já em abril tinha aumentando o suplemento de piquete e prevenção para 1476 euros, uma subida de 80% face ao montante auferido até então.

Este aumento na Polícia Judiciária está a ser contestado pelos sindicatos da PSP e GNR, forças de segurança tuteladas pelo Ministério da Administração Interna, devido à diferença de valores dos suplementos de função e de risco. Segundo profissionais destas duas polícias, onde os ordenados-base são mais baixos, o suplemento de patrulha fixa-se nos 59 euros e o suplemento de risco cifra-se nos 14,5% do vencimento. Na prática, um novato da GNR recebe cerca de 280 euros neste suplemento, quase quatro vezes menos do que um ‘colega’ da PJ com o mesmo tempo de serviço.
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