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Correio da Manhã

Portugal
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Risco para diabéticos

O medicamento para o tratamento da diabetes do tipo II, rosiglitazona (com o nome comercial Avandia), pode estar ligado ao aumento do risco de ataques cardíacos, de acordo com um novo estudo norte-americano. As autoridades do medicamento americanas e europeias, incluindo as nacionais, não proibiram o seu uso, mas aconselham os doentes a consultar o médico.
23 de Maio de 2007 às 00:00
Médicos apelam a diabéticos para não parar a toma dos remédios
Médicos apelam a diabéticos para não parar a toma dos remédios FOTO: António Rilo
Especialistas portugueses questionam o estudo e alegam não haver provas científicas para fundamentar esse risco. Pedem aos doentes para que não suspendam a medicação.
A FDA – Food and Drugs Administration – , agência norte-americana para os alimentos e medicamentos, emitiu ontem um alerta de segurança após um estudo publicado no ‘The New England Journal of Medicine’, que indica que o risco cardíaco aumenta 43 por cento para os consumidores do medicamento.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, Gardete Correia, disse que o uso daquele medicamento tem de obedecer a indicações precisas e requer um acompanhamento clínico frequente.
O médico endocrinologista sublinhou que quem prescreve aquele fármaco deve avaliar cada caso e ter em atenção as complicações cardíacas, hepáticas e renais dos pacientes.
O especialista referiu ainda tratar-se de um medicamento a adoptar depois das terapêuticas convencionais se revelarem ineficazes. “O próprio estudo não recomenda a retirada do medicamento, mas chama a atenção para os riscos e qualquer fármaco implica riscos.”
Ao CM, o director clínico da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, José Manuel Boavida, chama a atenção para os doentes não auto-suspenderem a medicação. “Devem continuar a tomá-los e não ficarem alarmados com estudos que ainda não são conclusivos.”
O Infarmed – Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento – informou que o rosiglitazona é de aprovação centralizada, pelo que qualquer medida de segurança terá de ser desencadeada pela Agência Europeia do Medicamento.
O Comité de Especialidades Farmacêuticas para Uso Humano, reunido em Londres, vai “avaliar o assunto” e decidir sobre a retirada ou não do mercado deste medicamento e do nimesulida.
A empresa fabricante, a GlaxoSmithKlinePLC, disse que o estudo não continha provas científicas definidas e que a empresa não via “nada de parecido” com os problemas apontados no estudo.
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