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Correio da Manhã

Portugal
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Robôs jogam à bola

Fintam, avançam para o ataque e rematam com mais ou menos força, consoante a distância da baliza. Não são tão rápidos como os jogadores em carne e osso, mas dão igualmente um grande espectáculo. São as estrelas do futebol robótico, que entraram ontem em campo no Pavilhão Desportivo de Paderne, competição inserida no Festival Nacional de Robótica.
28 de Abril de 2007 às 00:00
Até segunda-feira vão decorrer provas de futebol robótico, condução autónoma, dança e ainda busca e salvamento
Até segunda-feira vão decorrer provas de futebol robótico, condução autónoma, dança e ainda busca e salvamento FOTO: Rui Pando Gomes
Há os ‘Cristianos Ronaldos’ dos robôs, que andam mais rápido e chutam com mais força, e os ‘jogadores’ com características mais básicas, que ainda estão a ser testados e programados pelos técnicos das universidades e institutos em competição.
Cada um “reconhece as balizas e as linhas laterais pelas cores e podem ser programados para chutar rasteiro ou mais alto por cima do adversário, dependendo da situação”, explicou ao CM Tito Pereira, coordenador da equipa que defende as cores da Universidade do Minho e antigo aluno do curso de Engenharia Electrónica Industrial e Computadores. Segundo este responsável, “cada robô tem autonomia para decidir se passa a bola a outro jogador ou finta”, dando garantias que “não há ninguém a controlá-los à distância.”
Apesar de competirem, todos os grupos científicos têm um objectivo comum: “fazer uma equipa para jogar contra os humanos”, revelou Tito Pereira. A data para o ‘dérbi’ ainda não está marcada, mas “estima- -se que possa rondar o ano 2050.”
A nível internacional, as ‘máquinas’ da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto venceram este ano o Campeonato Europeu de Futebol Robótico Pequeno e, no ano passado, classificaram-se em segundo lugar no Mundial, depois de disputarem a final com a universidade americana Carnegie Mellon.
CARROS SEM CONDUTOR
Se a robótica continuar a evoluir ao ritmo das últimas décadas, “daqui a alguns anos vamos ter carros autónomos que nos levam ao destino que nós queremos, sem necessidade de condutor.” Esta é a convicção de Artur Granja, aluno do curso de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico de Lisboa e programador de um robô participante na prova de Condução Autónoma.
Actualmente, já existem os cybercars, que são guiados através de um campo magnético, sem precisar de condutor. Estiveram à experiência nos centros históricos de Coimbra, Covinha e Penela e podem vir a servir para transportar doentes no Hospital Rovisco Pais, em Cantanhede. Esta promete ser uma solução revolucionária para os transportes públicos do futuro.
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