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Correio da Manhã

Portugal
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Vizinha diz em tribunal que Rosa Grilo limpou carro dias antes do triatleta desaparecer

Amante António Joaquim também falou. Quarta sessão de julgamento terminou.
Correio da Manhã 1 de Outubro de 2019 às 09:16
Rosa Grilo e amante regressam ao tribunal de Loures para quarta sessão de julgamento
Rosa Grilo em tribunal
Rosa Grilo e amante regressam ao tribunal de Loures para quarta sessão de julgamento
Rosa Grilo e António Joaquim no tribunal
Rosa Grilo e amante regressam ao tribunal de Loures para quarta sessão de julgamento
Rosa Grilo em tribunal
Rosa Grilo e amante regressam ao tribunal de Loures para quarta sessão de julgamento
Rosa Grilo e António Joaquim no tribunal
Rosa Grilo e amante regressam ao tribunal de Loures para quarta sessão de julgamento
Rosa Grilo em tribunal
Rosa Grilo e amante regressam ao tribunal de Loures para quarta sessão de julgamento
Rosa Grilo e António Joaquim no tribunal
Uma vizinha de Rosa Grilo alegou esta terça-feira, durante a quarta sessão de julgamento, que dias antes do triatleta desaparecer viu a bagageira do seu carro aberta. Questionou Rosa, que lhe disse que estava a fazer limpezas à viatura. 


Também as funcionárias do Pingo Doce onde Rosa Grilo diz ter sido levada pelos assaltantes para levantar dinheiro afirmaram, em depoimento, não ter visto a viúva a fazê-lo. As mulheres dizem ainda que Rosa nunca lhes pediu ajuda nem disse que estava a ser vítima de sequestro. 

"É normal que Rosa Grilo tenha de fazer limpezas uma vez que tem uma cadela e tenha de limpar os dejetos (...) É normal que as testemunhas estivessem mais atentas aos movimentos de Rosa depois da morte do triatleta. No entanto, é certo (e quem tem animais sabe isso) que o local tem de ser limpo várias vezes", avançou a advogada da viúva, Tânia Reis, à saída da quarta sessão do julgamento.

Depoimento curto de António Joaquim
Um depoimento de dois minutos, em que fez questão de dizer que naquele domingo, dia 15, se recorda de ter enviado uma mensagem a um colega de trabalho relativamente a uma coleção de cromos que os filhos estariam a colecionar. Perto das 19 horas, antes de jantar, diz ter enviado a mensagem.



Recorda-se também que se deitou tarde naquele dia, uma vez que esteve a fazer pesquisas na internet, com o intuito de procurar os cromos que faltavam na coleção dos filhos.

António Joaquim quer provar que estaria em casa, acompanhado dos filhos.

Rosa Grilo pediu a palavra
A arguida quis esclarecer um pormenor sobre o depoimento do filho. A juíza repreendeu Rosa Grilo e disse-lhe que não podia fazer qualquer apreciação ao discurso de testemunhas.

Rosa tentou reformular, pediu autorização e disse que o filho não a visita na cadeia desde junho, querendo dar conta de que o filho não terá sido influenciado pela juíza.



Quarta sessão esta terça-feira

A quarta sessão do julgamento de Rosa Grilo e do amante António Joaquim decorreu esta terça-feira no tribunal de Loures, com dez testemunhas a serem ouvidas no caso do homicídio do triatleta Luís Grilo.

Das 20 testemunhas arroladas pelo Ministério Público e apresentadas na investigação, faltava ouvir dez. O treinador de Luís Grilo foi ouvido, assim como a sobrinha. Também António Joaquim pediu para falar.

O militar da GNR que detetou sinal do telemóvel de Luís Grilo falou em tribunal, num curto testemunho.

Tanto Rosa Grilo, vestida com um macacão preto, como António Joaquim, de fato azul escuro, chegaram cedo ao tribunal, antes das 8h30 da manhã.

Existiam vinte lugares disponíveis para assistir ao julgamento público, um dos quais foi ocupado pelo pai de Rosa Grilo, que faz questão de estar presente na sala de audiências.


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