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Correio da Manhã

Portugal
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Rosa Grilo e amante tinham 'app' instalada que apagava automaticamente as mensagens que trocavam no Whatsapp

Sexta sessão de julgamento conta com a inquirição de inspetores da Polícia Judiciária envolvidos no processo.
Correio da Manhã 15 de Outubro de 2019 às 09:10
Rosa Grilo em tribunal
Rosa Grilo na quinta sessão do julgamento
Rosa Grilo na quinta sessão do julgamento
Rosa Grilo em tribunal
Rosa Grilo em tribunal
Rosa Grilo na quinta sessão do julgamento
Rosa Grilo na quinta sessão do julgamento
Rosa Grilo em tribunal
Rosa Grilo em tribunal
Rosa Grilo na quinta sessão do julgamento
Rosa Grilo na quinta sessão do julgamento
Rosa Grilo em tribunal
Rosa Grilo e António Joaquim regressaram esta terça-feira ao Tribunal de Loures para mais uma sessão - a sexta - do julgamento da morte do triatleta Luís Grilo. Esta sessão contou com a inquirição de várias testemunhas, nomeadamente alguns inspetores da Polícia Judiciária envolvidos no processo e o agente de seguros do triatleta. 

Durante a investigação, a PJ terá percebido que os arguidos - Rosa Grilo e o amante - tinham uma aplicação instalada nos telemóveis que apagava automaticamente as mensagens de WhatsApp que trocavam. 


O agente de seguros garantiu que Rosa Grilo tinha conhecimento de todos os seis seguros de vida do atleta, revelando que os valores mensais eram elevados e desmentindo, por isso, a viúva. Esclareceu ainda que nunca contrariou nada nem tentou impedir Luís Grilo de fazer os seguros.

Rosa Grilo alegava que o marido tinha um esquema de tráfico de diamantes com angolanos, no entanto, dois funcionários da empresa de Rosa e Luís, também ouvidos esta terça-feira, desmentiram a viúva. Esta afirmou que o marido recebia encomendas provenientes desses negócios e sempre que o mesmo acontecia, Luís ficava nervoso. As testemunhas arroladas no processo negaram também que o triatleta recebesse essas mesmas encomendas, sublinhando até que era raro ser o triatleta a receber o correio.

Estas testemunhas afirmaram ainda que sim, tiveram clientes angolanos, no entanto isso foi em 2008 e nunca foram clientes relevantes. 

O militar da GNR que isolou o perímetro onde foi encontrado o telemóvel também foi ouvido durante esta manhã e revelou que não tocou no aparelho quando encontrado. 

Quanto ao homem que encontrou o telemóvel, que foi igualmente ouvido, este assumiu estar a trabalhar quando encontrou o aparelho, confessando ter-lhe tocado com a ponta dos dedos para perceber do que se tratava. Ligou logo ao 112 mal percebeu que era um telemóvel. A testemunha afirmou ainda que, dado o acompanhamento que feito das notícias, rapidamente associou a descoberta ao desaparecimento do triatleta.



Antes do início do julgamento, cerca das 9h00 desta terça-feira, a advogada de Rosa Grilo foi confrontada pelos jornalistas sobre as alegações das testemunhas da semana passada. Tânia Reis, sublinhou que nem todos os colegas de Luís Grilo, ouvidos na quinta sessão do julgamento, transmitiram a ideia de que Rosa Grilo quis reforçar os seguros de vida do marido.
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