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Correio da Manhã

Portugal
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Pai de Rosa Grilo diz ter sido atacado e ameaçado por dois homens quando ajudava a filha a procurar o triatleta

Terceira sessão do julgamento pela morte do triatleta foi dedicada a ouvir as testemunhas arroladas pelo MP.
Rita F. Batista e Tânia Laranjo 24 de Setembro de 2019 às 09:03
Américo Pina tenta interagir com a filha na terceira sessão do julgamento
Rosa Grilo na terceira sessão do julgamento
 Rosa Grilo na terceira sessão do julgamento
Filho de Rosa Grilo muda depoimento e diz ter ouvido passos e barulho em casa
Filho de Rosa Grilo muda depoimento e diz ter ouvido passos e barulho em casa
 Filho de Rosa Grilo muda depoimento e diz ter ouvido passos e barulho em casa
 Rosa Grilo e António Joaquim na terceira sessão do julgamento
Rosa Grilo na terceira sessão do julgamento
Américo Pina tenta interagir com a filha na terceira sessão do julgamento
Rosa Grilo na terceira sessão do julgamento
 Rosa Grilo na terceira sessão do julgamento
Filho de Rosa Grilo muda depoimento e diz ter ouvido passos e barulho em casa
Filho de Rosa Grilo muda depoimento e diz ter ouvido passos e barulho em casa
 Filho de Rosa Grilo muda depoimento e diz ter ouvido passos e barulho em casa
 Rosa Grilo e António Joaquim na terceira sessão do julgamento
Rosa Grilo na terceira sessão do julgamento
Américo Pina tenta interagir com a filha na terceira sessão do julgamento
Rosa Grilo na terceira sessão do julgamento
 Rosa Grilo na terceira sessão do julgamento
Filho de Rosa Grilo muda depoimento e diz ter ouvido passos e barulho em casa
Filho de Rosa Grilo muda depoimento e diz ter ouvido passos e barulho em casa
 Filho de Rosa Grilo muda depoimento e diz ter ouvido passos e barulho em casa
 Rosa Grilo e António Joaquim na terceira sessão do julgamento
Rosa Grilo na terceira sessão do julgamento
O filho de Rosa Grilo é o primeiro a ser ouvido - ele que é assistente no processo mas que tem direito a não prestar declarações devido à idade e a ser filho da arguida - e este testemunho poderá também ser determinante para sustentar a versão dos angolanos apresentada por Rosa Grilo. A criança não quis testemunhar em frente à mãe e ao amante da mesma pelo que está a ser ouvido sem a presença dos arguidos numa audiência à porta fechada estando apenas diante de um colectivo de juízes.

O menor mudou o depoimento que havia feito no primeiro interrogatório. O jovem de 14 anos alega que ouviu passos e barulho em casa, embora não tenha visto ninguém. O menor alega ter sentido que não estava sozinho em casa ao contrário do que tinha dito num primeiro inquérito, facto que dá força à defesa de Rosa Grilo.

O jovem afirma ainda que não vê a mãe há dois meses uma vez que não a tem visitado denunciando um afastamento da progenitora. 

Num primeiro interrogatório, o jovem tinha desmentido a mãe alegando não ter visto qualquer sinal de angolanos na sua casa, ao contrário das alegações da mãe.

Quando Rosa Grilo regressou à sala de audiências, a juíza fez um resumo do depoimento do filho e a viúva emocionou-se. 

Também Américo Pina foi ser ouvido esta terça-feira. Quando entrou na sala de audiências, o homem mandou um beijo à filha, que se emocionou com o gesto. O pai de Rosa Grilo revelou, pela primeira vez, ter sido atacado e ameaçado por dois homens no único dia em que ajudou a filha a procurar o triatleta.

O pai da viúva revelou ter sido atacado pelo rosto. De seguida terá sido levado para uma zona de terra batida, onde foi deixado dentro de um buraco. Aquando do ataque, Américo Pina foi ainda questionado pelos atacantes se conhecia Angola.

Depois de Américo Pina falar, foi a vez de Júlia Grilo, irmão do triatleta, prestar declarações. Ao longo do seu dicurso, Rosa Grilo fez vários gestos com a cabeça a desvalorizar o mesmo. Por causa disto, a viúva foi repreendida pela juíza.

Foi também nesta terceira sessão de julgamento dos amantes, que o advogado de defesa de António Joaquim apresentou um requerimento relativo à falsificação de documentos durante a fase de investigação por parte de inspetores da PJ e de magistrados do Ministério Público. Ricardo Serrano Vieira apresentou o pedido no início da segunda parte.

Rosa Grilo e António Joaquim regressaram esta terça-feira ao Tribunal de Loures para a terceira sessão do julgamento pela morte de Luís Grilo. 

A viúva marcou presença no tribunal mais magra, com um vestido azul, pelos joelhos, subtilmente maquilhada e com uma imagem cuidada. Em contraponto surgiu António Joaquim com um ar cansado e abatido e de fato escuro à semelhança da aparência da sessão anterior. 

Esta sessão foi dedicada a ouvir as 20 testemunhas que foram arroladas pelo Ministério Público. 10 estavam agendadas para testemunhar ao longo da manhã e as restantes 10 para parte da tarde, no entanto, cerca das 15h47 ainda faltavam ouvir nove testemunhas.

A empregada de Rosa e Luís é outra das 20 testemunhas arroladas pelo MP que pode mesmo ser a chave para este caso uma vez que conhecia a rotina da família. 

O julgamento foi aberto ao público pelo que se formaram filas cerca de uma hora antes do início da sessão para entrar na sala de audiências. Os lugares são no entanto limitados a 30 pessoas. 

Na última sessão, Rosa foi confrontada com a carta que enviou a António Joaquim na cadeia onde dizia que tudo seria resolvido e que ainda amava o amante. Reconheceu na audiência de julgamento que enviou a missiva dissimulada na correspondência de uma outra reclusa que também escrevia ao namorado a partir da cadeia.

A sessão foi ainda marcada por muitas contradições da viúva que mantém a versão de que o triatleta terá sido morto por angolanos.
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