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Correio da Manhã

Portugal
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Roubou por desespero

Com uma dívida de sete mil euros ao Fisco e rendas em atraso da casa onde reside com a mulher e dois filhos e dos terrenos onde tem viveiros de plantas, Justo Casimiro estava desesperado. Ao final da manhã do passado dia 19 de Agosto, depois de ter constatado no multibanco não ter dinheiro na sua conta, assaltou a dependência de Paderne da Caixa de Crédito Agrícola (CCA). Usou uma pistola de pressão de ar e o seu próprio carro, ao qual tinha trocado a matrícula pela chapa de outra viatura... da qual também é proprietário.

18 de Fevereiro de 2009 às 00:30
Justo Casimiro, ontem, a entrar para o Tribunal de Albufeira
Justo Casimiro, ontem, a entrar para o Tribunal de Albufeira FOTO: Paulo Marcelino

Casimiro, 45 anos, começou ontem a ser julgado no Tribunal de Albufeira, acusado de roubo e falsificação de documento. Arrisca até oito anos de prisão. A Defesa pede uma pena suspensa.

Em tribunal, o arguido disse que na manhã do roubo tinha estado a beber e que agiu por impulso. Envergava uma camisa estampada, gorro com protecção de orelhas e óculos escuros. Disse ser roupa de trabalho. Depois do roubo estacionou a viatura – à qual trocara a matrícula, disse, por essa ter os documentos apreendidos – nos viveiros de plantas. Foi detido três dias depois, em circunstâncias que a PJ não explicou em tribunal, e confessou o roubo de 480 euros.

A CCA alega que foram roubados 3480 euros. Em cima da caixa, para a qual Casimiro esticou a mão, estariam mais de sete mil euros. Nada lhe correu bem. A sentença é conhecida dia 10 de Março.

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