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Correio da Manhã

Portugal
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Rui Pinto vence prémio europeu dos denunciantes

Pirata informático português é um dos laureados com o prémio entregue por eurodeputados.
16 de Abril de 2019 às 15:20
Rui Pinto
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O português Rui Pinto, de 31 anos, está entre os três vencedores da edição deste ano do prémio "Jornalistas, Denunciantes e Defensores do Direito à Informação". Os outros três laureados com o prémio entregue pelos eurodeputados do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde foram Julian Assange e Yasmine Motarjemi.

Os eurodeputados decidiram premiar a ação do portugiuês na divulgação de documentos referentes ao mundo do futebol e que terão desencadeado investigações a casos de corrupção.

Julian Assange é o fundador da WikiLeaks e esteve refugiado durante sete anos na Embaixada do Equador em Londres. Na última semana foi detido pelas autoridades britânicas por ter violado as condições da sua fiança. Já Yasmine Motarjemi foi responsável por denunciar falhas na segurança alimentar e defender as denúncias em outras empresas ligadas ao setor.

A decisão do grupo da esquerda europeia foi avançado por Miguel Urbán Crespo, eurodeputado espanhol, membro do juri do prémio, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. O prémio é dedicado a "indivíduos ou grupos que foram intimidados e/ou perseguidos por descobrir a verdade e denunciá-la ao público" e além do galardão, os vencedores receberão cinco mil euros pelo trabalho desenvolvido.

Além de Rui Pinto, a lista incluia nomeados como o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, a denunciante sobre o esquema de vistos gold do Ministério da Justiça búlgaro Katya Mateva, a ex-vice-presidente e denunciante dos lapsos de segurança alimentar da Nestlé, Yasmine Motarjemi, o autor e denunciante sobre corrupção e irregularidades no exército espanhol Luis Gonzalo Segura, e o denunciante do Banco Danske Howard Wilkinson.

Quem são os outros vencedores?

Julian Assange é o fundador do site WikiLeaks, responsável por divulgar milhares de documentos secretos. Os seus opositores garantem que o australiano é responsável por colocar vidas em perigo ao disponibilizar informações confidenciais.

Durante sete anos, o ex-jornalista esteve detido na  Embaixada do Equador, no centro de Londres, na sequência de um mandado de captura emitido na Suécia que pedia a sua prisão na sequência de uma alegada violação de uma cidadã sueca. O arquivamento da queixa ocorreu a maio de 2017.

Durante anos, Assange declarou que esta acusação vinda da Suécia não passava de uma tática dos EUA para que se desse uma extradição. No país norte-americano Assange enfrenta acusações de espionagem, por ter revelado milhares de documentos confidencias e de índole militar.

Mesmo sem a acusação da Suécia, Assange continua sob ameaça de prisão (e consequente extradição) por parte das autoridades britânicas, caso abandone a embaixada do Equador.

Yasmine Motarjemi trabalhou mais de uma década na Organização Mundial de Saúde, em Genebra, na área da prevenção de doenças relacionadas com comida, antes de entrar na Nestlé, em 2000. Mas depois de dez anos na gigantesca multi-nacional alimentar, voltou a agir como uma advogada dos direitos humanos e do whistleblowing.

Motarjemi tem sido uma ativa defensora dos direitos dos whistlebowers, denunciando a pressão psicológica que muitos trabalhadores sofrem para não fazerem denúncias. No entender desta ativista, muitos dos trabalhadores que conhecem segredos das empresas sofrem assédio psicológico que tem impacto no seu trabalho, saúde e vida pessoal.

A defensora garante ainda que no setor alimentar - que conhece por dentro -, é muito raro alguém denunciar qualquer tipo de assédio seja sexual, discriminatório ou qualquer out

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