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Correio da Manhã

Portugal
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‘Saco azul’ pagou carro de Fátima Felgueiras

O procurador do Ministério Público considerou ontem provado que a presidente da Câmara de Felgueiras recebeu um automóvel pago com dinheiros do ‘saco azul’ – uma conta bancária que servia para pagar despesas partidárias e particulares, financiada por fundos obtidos, ilicitamente, junto de empresários, e através de um esquema em que o município terá saído lesado, no total, em cerca de 800 mil euros.
10 de Setembro de 2008 às 00:30
Fátima Felgueiras viu o Ministério Público desistir de 9 acusações, mas foi reforçada acusação em 14 crimes
Fátima Felgueiras viu o Ministério Público desistir de 9 acusações, mas foi reforçada acusação em 14 crimes FOTO: Armindo Mendes / Lusa

Prosseguindo as alegações finais do julgamento, o procurador Pinto Bronze reforçou a acusação, à autarca Fátima Felgueiras, de cinco crimes de participação económica em negócios ilícitos, que levaram a empresa Resin a ‘compensar’ com cerca de 150 mil euros a arguida, através da entrega desse dinheiro a um colaborador da edilidade, com o objectivo de ser depositado no ‘saco azul’.

Segundo concluiu o procurador de provas documentais e testemunhais, foi esse dinheiro que serviu, em 1997, para pagar o Audi A4 de Fátima Felgueiras. O carro foi comprado em Guimarães e pago com um cheque de uma conta pessoal de Horácio Costa – o então ‘testa-de-ferro’ da autarca, e que denunciou o esquema à Polícia Judiciária –, recebendo depois a verba do ‘saco azul’. Este dinheiro serviu, também, para pagar despesas da campanha autárquica do PS em 1997, e do Futebol Clube de Felgueiras, agora falido.

Mas ontem, Fátima Felgueiras também recebeu boas notícias: o Ministério Público pediu a absolvição da autarca em nove dos 23 crimes pelos quais é acusada.

SAIBA MAIS

CORRUPÇÃO NEGADA

O MP considerou não provados os seis crimes, de que era acusada Fátima Felgueiras, por corrupção passiva e por licenciamento de obras irregulares.

MENOS PREVARICAÇÃO

Caíram também três crimes de prevaricação, por alegada violação do PDM, e ilícito contrato de prestação de serviços com empresa.

AINDA 14 CRIMES

Num processo com mais 15 arguidos, Fátima Felgueiras era acusada de 23 crimes, agora reduzidos a 14.

 

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