Salas sem espaço para 30 alunos

Há salas de aula em escolas requalificadas pela Parque Escolar que não estão preparadas para receber turmas de 30 alunos, conforme decisão do Ministério da Educação e Ciência. O problema é ainda maior nas escolas mais antigas e que não sofreram obras de melhoramento. A Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) está preocupada com a decisão do ministro Nuno Crato e espera bom senso da administração.
24.04.12
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Salas sem espaço para 30 alunos
Directores de escolas garantem que há salas onde não é possível ter trinta alunos Foto Getty Images

"Muitas escolas, até aquelas que foram intervencionadas pela Parque Escolar, não estão preparadas para receber 30 alunos por turma", denuncia ao CM Manuel António Pereira, presidente da ANDE, mostrando-se esperançado no bom senso do ministério: "Estamos à espera que as escolas possam ter autonomia para a constituição das turmas. Se 30 alunos por turma for uma imposição, então há escolas que não vão conseguir."

Para Luís Lobo, do Sindicato dos Professores da Região Centro, o aumento do número de alunos por turma terá consequências graves na qualidade de ensino, tendo em conta que as salas não estão dimensionadas para os 30 alunos. "Há escolas que não estão preparadas. Mesmo as da Parque Escolar. Isto vai fazer com que o espaço de trabalho seja inferior e a qualidade no ensino diminua", garantiu ao CM Luís Lobo, dando o exemplo dos "professores que optam por dispor os alunos em U para maior proximidade".

António Veiga, director da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, intervencionada pela Parque Escolar, lamenta a decisão do ministério e reconhece o problema logístico: "Com as obras da Parque Escolar perdemos espaço nas salas. Se for mesmo obrigatório, teremos de o fazer, mas vai ser complicado, até pela qualidade de ensino."

Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais, já se mostrou contra a medida e duvida "que possa ser aplicada em muitas escolas".

ESTUDANTES DESISTEM POR FALTA DE DINHEIRO

Os politécnicos portugueses estão a registar "uma quantidade anormal" de desistências de alunos dos programas de mobilidade, como o Erasmus, devido a dificuldades financeiras, revelou ontem o representante daquelas instituições de ensino superior, Sobrinho Teixeira.

O programa Erasmus foi criado pela União Europeia para os estudantes conhecerem novas culturas e realidades, fazendo parte dos estudos num outro país. Para isso, recebem bolsas, que são agora insuficientes.

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