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Correio da Manhã

Portugal
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Salva-vidas com 40 anos têm substituto

Arsenal volta a construir navios ao fim de 8 anos. Vão para Açores e Póvoa de Varzim.
Sérgio A. Vitorino 22 de Fevereiro de 2017 às 08:42
António Silva Ribeiro, chefe do Estado-Maior da Armada
António Silva Ribeiro, chefe do Estado-Maior da Armada FOTO: David Martins
Dois novos salva-vidas de grande capacidade, versão melhorada da classe ‘Vigilante’, deverão ser entregues ao Instituto de Socorros a Náufragos até ao final de 2018, por três milhões de euros. Vão ser fabricados no Arsenal do Alfeite, que assim retoma a construção naval após 8 anos remetido à manutenção. Mas a Autoridade Marítima Nacional quer ver cumprido o plano inicial de quatro novas unidades.

"É importantíssimo, porque vamos substituir embarcações com 40 anos", explica ao CM o almirante António Silva Ribeiro, chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) e Autoridade Marítima Nacional. Estes dois primeiros vão para os Açores e para a Póvoa de Varzim. "Os restantes virão consoante disponibilidade de quem manda construir e de quem constrói", afirma Marcos Perestrello, secretário de Estado da Defesa.

Os novos salva-vidas trazem equipamento, como uma moto de água e respetiva rampa e uma borda rebaixada, "que se descobriu necessário no emprego operacional", assegura António Silva Ribeiro.

Marcos Perestrello destaca o regresso do Alfeite à construção naval e a injeção recente de dez milhões de euros, do governo, que vai permitir à empresa, a partir de 2018, intervir na reparação e manutenção dos submarinos da Marinha e de outros países. O Alfeite "deve continuar o seu percurso de internacionalização e aumento da carteira de clientes, mas a prioridade é a manutenção da esquadra da Marinha", diz. Tal deve acontecer, no entanto, a "preços de mercado" para manter o Alfeite "competitivo".
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