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Correio da Manhã

Portugal
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Salvar mamíferos marinhos pelo telefone

Golfinhos com pneumonia, baleias-anãs ou focas subnutridas dão por vezes à costa portuguesa. A salvação destes grandes mamíferos está agora à distância de um telefonema. Basta ligar 968849101, o número de emergência da Rede Abrigo, entidade coordenada pelo Instituto de Conservação da Natureza (ICN), com o apoio do Zoomarine de Albufeira, Jardim Zoológico de Lisboa e Projecto Delfim.
29 de Agosto de 2005 às 00:00
A Rede Abrigo ajuda a salvar 10 mamíferos marinhos por ano
A Rede Abrigo ajuda a salvar 10 mamíferos marinhos por ano FOTO: Sérgio Morais/Reuters
O golfinho-comum, o golfinho-riscado e o golfinho-boto são os que mais aparecem em águas portuguesas, na maioria dos casos, vítimas de pneumonias, encefalites e infecções generalizadas. Segundo Marina Sequeira, bióloga da Rede Abrigo, também aparecem focas que sofrem de subnutrição, pneumonia ou que estão infestadas de parasitas. Nestes casos, as primeiras manobras de salvamento são fulcrais para a sobrevivência do animal.
“Tartarugas, baleias-anãs e até um peixe-lua e um tubarão-frade são outros mamíferos marinhos que já foram ajudados”, recorda Marina Sequeira, adiantando que a Abrigo também já recebeu pedidos de salvamento para aves marinhas, como gansos-patolas ou gaivotas, cágados, mochos, aves de rapina, andorinhas e mesmo ouriços-cacheiros.
O projecto Rede Abrigo, único no País, visa salvar os mamíferos marinhos que dêem à costa portuguesa doentes ou desorientados, dispensando-lhes o apoio necessário para que possam regressar sãos e salvos ao seu habitat . O número de telefone da Rede Abrigo também já serviu para prestar auxílio a mamíferos terrestres, como cães e gatos, admitiu Marina Sequeira, realçando que por ano, ajudam a salvar, em média, dez mamíferos marinhos.
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