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SALVATERRA DE MAGOS TEM FALTA DE CAMPINOS

As provas de perícia de campinos em Salvaterra de Magos correm o risco de desaparecer, pois, há cada vez menos homens a ganhar a vida no trabalho com cabrestos. Ontem, nas Festas do Foral dos Toiros e do Fandango foi homenageado o último campino da vila e a comissão de festas já fez saber que, para o ano, a homenagem deverá recair sobre uma camponesa.

15 de junho de 2002 às 22:52

Trabalhar com cabrestos não entusiasma os jovens, que “preferem outras formas de ganhar a vida”, alega Manuela Assis, presidente da Comissão das Festas do Foral dos Toiros e do Fandango, que terminam hoje na vila de Salvaterra de Magos.

“Hoje (ontem) homenageámos o último campino, que tem 44 anos. Para o ano, teremos de escolher uma camponesa”, adianta a mesma, durante a realização de uma das iniciativas das festas: as provas de perícia de campinos e de cabrestos, que podem ter os dias contados.

As provas sofreram um ligeiro atraso devido a uma égua que teve de urinar antes de mostrar a sua valentia, mas juntaram 30 campinos; uma boa participação segundo a comissão de festas.

“Congratulamo-nos com estas presenças porque cada vez temos menos campinos e cada vez mais dificuldade em manter esta tradição, que vamos já mantendo a custo”, frisou o apresentador.

A perícia dos campinos ocupou a manhã; de tarde realizou-se uma largada de toiros no centro da vila. A noite foi dedicada a um festival de folclore a anteceder a sardinha assada. A comissão de festas comprou 800 quilos de sardinha para 25 mil forasteiros se divertirem até às tantas.

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