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Correio da Manhã

Portugal
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Sampaio diz que polémica "nunca morrerá"

Jorge Sampaio era o Presidente da República quando a ponte de Entre-os-Rios caiu, a 4 de março de 2001, e recorda que a tragédia que "muito marcou" o seu mandato, defendendo que a controvérsia sobre a matéria "nunca morrerá".
4 de Março de 2011 às 09:29
Sampaio diz que tragédia "muito marcou" o seu mandato
Sampaio diz que tragédia 'muito marcou' o seu mandato
Em declarações aos jornalistas no final de uma conferência que decorreu  esta quinta-feira à noite no Porto, o ex-Presidente da República afirmou ter  memórias "terríveis" da queda da Ponte Hintze Ribeiro, tendo recordado que  chegou ao local no segundo dia, onde permaneceu toda a jornada.   

"Nunca mais me posso esquecer do que foi o sofrimento, a gravidade das  coisas, a tristeza, um povo inteiro junto ao rio, o rio a passar com uma  velocidade extraordinária", disse à Lusa.  

Considerando que foi um acontecimento que "marcou muito" o seu mandato,  Jorge Sampaio salientou a importância do apoio psicológico dado aos familiares  que perderam as 59 pessoas que morreram com a queda da ponte.   

"Não poderei esquecer o que eram as caras das pessoas que ficaram sem  os seus entes queridos e nós percebíamos, no fundo, apesar dos esforços,  que a velocidade daquela corrente era de tal ordem que algumas pessoas nunca  mais seriam encontradas, embora tivéssemos feito tudo que era possível",  relembrou.   

Questionado pelos jornalistas sobre se considera que após a tragédia  foi tudo tratado como deveria ter sido, o ex-chefe de Estado afirmou que  a "controvérsia nunca morrerá numa matéria" como esta.   

 "Em direito, a questão da causalidade, o que é que causa o quê, é das  coisas mais difíceis, que se estuda durante vários anos na faculdade. Nunca  se saberá ao certo. O pior é que as pessoas desapareceram. Isso é que é  a tragédia que é preciso ter bem presente", defendeu.   

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