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Correio da Manhã

Portugal

Sargentos da GNR maltratados pelo comando

Os sargentos da GNR sentem-se maltratados pelo Governo e o Comando-geral da força. Em causa as promoções de sargentos-ajudantes a sargentos-chefes, que se arrastam desde 2000. Para já, a Associação Nacional de Sargentos da Guarda (ANSG) vai pedir uma reunião com carácter de urgência ao Provedor de Justiça. A continuar o impasse, admite-se acções de rua.
2 de Fevereiro de 2005 às 00:00
O atraso destas promoções condiciona também todas as outras progressões de carreira na classe de sargentos da GNR.
“Desde o início de 2000 que existe pessoal habilitado com o curso para sargento-chefe e desde 2002 que existem cerca de 230 vagas para esta classe”, contou ao CM o presidente da ANSG, O’Neil.
Como houve uma série de reclamações (de sargentos que não concordaram com a avaliação que lhes foi feita), o processo ficou parado à espera de um parecer da Secção Jurídica do Ministério da Administração Interna. Parecer esse que, ao que tudo indica, não será já dado, uma vez que o executivo do MAI está de saída com a demissão do Governo.
“A 30 de Dezembro do ano passado foi criado um decreto-lei que promoveu os capitães da GNR a majores. Os sargentos foram ‘esquecidos’, apesar das promessas de resolução ainda antes do fim da legislatura, ainda para mais quando o Comando garantira que o nosso seria um processo mais fácil”, acrescentou O’Neil. Com o arrastar da situação, que indigna os sargentos, há casos de militares prejudicados por terem, entretanto, passado à situação de reforma, enquanto que muitas outras centenas vêem fustradas as suas perspectivas de carreira.
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