Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
2

Sargentos reclamam intervenção do primeiro-ministro após 19 meses de "inação" da tutela

Militares querem que António Costa resolva algumas dos problemas das carreiras.
Lusa 12 de Julho de 2017 às 20:04
António Costa
António Costa, primeiro-ministro
António Costa
António Costa
António Costa, primeiro-ministro
António Costa
António Costa
António Costa, primeiro-ministro
António Costa
A direção da Associação Nacional de Sargentos (ANS) apelou esta quarta-feira para que o primeiro-ministro resolva algumas dos problemas das carreiras daqueles militares, acusando o ministro da tutela de nada fazer ao fim de 19 meses de governação.

"Ao fim de 19 meses, em que já se verificam melhorias nas condições de vida dos portugueses, nesta matéria do Estatuto dos Militares, e de tudo o que nos diz respeito em termos estatutários, não vimos até agora qualquer ação da parte do ministro" da Defesa, criticou Mário Ramos, presidente da direção da ANS.

O militar falava aos jornalistas após reunir-se, na residência oficial do primeiro-ministro, S. Bento, Lisboa, com o assessor militar do gabinete do primeiro-ministro, vice-almirante Monteiro Montenegro, a quem entregou um documento dirigido a António Costa.

Antes da reunião, cerca de duas dezenas de sargentos à civil, no ativo e na reserva, concentraram-se numa rua adjacente à da residência oficial do chefe do Governo, visando alertar que "é esta a hora" de o atual executivo "marcar a diferença" relativamente ao executivo anterior.

Alterações estatutárias que permitam uma progressão mais rápida na progressão da carreira, a revisão do regulamento de avaliação antes que entre em vigor, em 2018, o reconhecimento, no grau de licenciatura, da formação do curso de sargentos, e melhores condições de assistência na doença são as principais reivindicações dos sargentos.

Segundo Mário Ramos, "são de fácil resolução" os principais problemas que afetam a carreira dos sargentos, que esperam a eliminação do posto de subsargento ou furriel como posto de ingresso no Quadro Permanente.

Para a ANS, que representa cerca de seis mil sargentos, esta alteração funcional à carreira constitui "um inqualificável retrocesso de décadas na estrutura hierárquica das Forças Armadas" e tem-se revelado "um fator de desmotivação do quadro de sargentos".

Segundo o sargento-ajudante Mário Ramos, "os quatro chefes militares concordam com algumas das propostas" da ANS e "foram unânimes" em considerar que a alteração dos postos" foi um erro do anterior" Estatuto dos Militares das Forças Armadas.

"Ora, se foi um erro, se não tem custo, é uma questão de acelerar as coisas e administrativamente resolvê-las", afirmou, acrescentando que estas questões já foram apresentadas ao ministro da tutela, Azeredo Lopes, e que "não houve resposta".

Os sargentos reclamam também o reconhecimento do grau de licenciatura à formação adquirida no curso de sargento, ao qual acedem com o 12.º ano.

A vigília, que decorreu na rua Borges Carneiro, adjacente à rua onde se localiza a residência oficial do primeiro-ministro, contou com a presença também de elementos da Associação de Praças e da Associação Nacional de Sargentos da Guarda.
Ver comentários