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Correio da Manhã

Portugal
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“Se não for agora, nunca mais vamos conseguir”

António Gomes de Sousa, Porta-voz das Transportadoras, falou ao 'CM' sobre a paralisação no sector.
9 de Junho de 2008 às 00:30
“Se não for agora, nunca mais vamos conseguir”
“Se não for agora, nunca mais vamos conseguir” FOTO: Cátia Vicente

Correio da Manhã – Quais as medidas que vão adoptar?

António Gomes Sousa – Não existe outra alternativa a não ser a paralisação. Começará às 00h00 e não há dia definido para terminar. Vamos fazê-lo até termos uma resposta às nossas reivindicações.

– Em concreto, que tipo de acções vão desenvolver? Marchas lentas?

– Nós somos uma comissão mediadora, não definimos directrizes. Ficará ao critério de cada transportador. Vivemos num país livre e temos o direito de imobilizar as nossas viaturas onde quisermos, desde que isso não afecte os restantes utentes das vias. Acredito que o bom senso vai imperar.

– Que efeitos pode ter a paralisação junto da população?

– Tudo é possível, depende da decisão de cada transportador, mas sentimos que nunca houve uma união tão grande. Por isso, é provável que comecem, por exemplo, a escassear os produtos nas prateleiras dos supermercados.

– Não temem uma reacção negativa das pessoas?

– O consumidor final sente na pele os mesmos problemas que nos afectam. Por isso, vai compreender. Julgo que se apercebe da realidade caótica em que se encontram as empresas.

– A ANTRAM demarcou-se da paralisação. Admite a possibilidade de criação de uma nova associação?

– Isso está fora de questão. Penso que tomaram essa decisão devido ao cenário de grande descontentamento e revolta que se criou. Mas acredito que, ultrapassada essa fase, haja uma mudança e que nas próximas horas venham ao encontro das nossas solicitações. Não estamos de costas voltadas.

– Mas proibiu o acesso às instalações de Coimbra?

– Lamentamos a posição da direcção nacional, mas acredito que, se não for agora, nunca mais vamos conseguir nada.

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