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Correio da Manhã

Portugal
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"Se sair, vai voltar a matar"

Procurador voltou a pedir pena máxima para um "culpado perigoso".
Silvana Araújo Cunha 30 de Novembro de 2016 às 08:31
Luís Catarino, julgado pela segunda vez por homicídio e ocultação de cadáver
Luís Catarino, julgado pela segunda vez por homicídio e ocultação de cadáver FOTO: CMTV
"Se condenarem este senhor, nunca estarão a condenar um inocente, mas sim um culpado perigosíssimo. As provas são esmagadoras." O procurador do Ministério Público de Viana do Castelo apelou, esta terça-feira, pela segunda vez, ao tribunal de júri para que condene Luís Catarino à pena máxima.

Já em fevereiro, o magistrado tinha pedido 25 anos de cadeia para o homem pelo homicídio da namorada, em agosto de 2012, cujo corpo escondeu depois numa mata, em Ponte de Lima.

Foi condenado a 22, num acórdão anulado, em setembro, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, que considerou não ter ficado esclarecido se o suspeito agrediu Maria Augusta, de 32 anos, para a matar ou se a abandonou.

"Tudo bem, não podemos dar como provada a profanação de cadáver, mas ele matou-a. No caso Joana, por exemplo, o corpo nunca apareceu e os culpados estão presos", garantiu o procurador durante as alegações, recordando os relatórios psiquiátricos. "Ele não tem alma, é um desalmado. Se sair, vai voltar a matar", concluiu.

A defesa pediu a absolvição, considerando que "não se pode condenar alguém com base em suposições". "No caso Joana, havia indícios de homicídio. Aqui não há nada, só as ossadas", disse a advogada. Catarino voltou a dizer o mesmo: "Estou inocente." O acórdão será lido no dia 16 de dezembro.
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