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Correio da Manhã

Portugal
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Secretário de Estado remete para a Proteção Civil responsabilidade sobre compra de golas antifumo

Ministro da Administração Interna já mandou abrir um inquérito urgente sobre contratação de material de sensibilização para incêndios.
Lusa 28 de Julho de 2019 às 14:54
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Secretário de Estado remete para a Proteção Civil responsabilidade sobre compra de golas antifumo
O secretário de Estado da Proteção Civil remeteu este domingo a responsabilidade sobre o processo de compra de 'kits de incêndio', que incluem as golas antifumo, para a Autoridade Nacional de Proteção Civil.

"O processo foi desenvolvido pela Proteção Civil", afirmou, às televisões, José Artur Neves.

O governante sublinhou ainda que a gola antifumo, "que alguns especialistas dizem que é inflamável", é um elemento de sensibilização e não de proteção.

"Não é um elemento para proteger o cidadão do fogo, porque não se pretende que o cidadão combata o fogo. Pretende-se transmitir ao cidadão que deve munir-se de um pano, seja ele uma camisola, seja ele uma toalha molhada para não respirar o fumo", especificou.

A imprensa nacional noticiou na sexta-feira que 70 mil golas antifumo fabricadas com material inflamável e sem tratamento anticarbonização, que custaram 125 mil euros, foram entregues pela proteção civil no âmbito dos programas "Aldeia Segura" e "Pessoas Seguras".

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) esclareceu que os materiais distribuídos no âmbito dos programas não são de combate a incêndios nem de proteção individual, mas de sensibilização de boas-práticas.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, já mandou abrir um inquérito urgente sobre contratação de material de sensibilização para incêndios.

Em comunicado, divulgado no sábado, o Ministério da Administração Interna diz que, "face às notícias publicadas sobre aspetos contratuais relativamente ao material de sensibilização, o ministro da Administração Interna pediu esclarecimentos à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e determinou a abertura de um inquérito urgente à Inspeção-Geral da Administração Interna".

Questionado pelos jornalistas, em Mafra, Eduardo Cabrita, considerou "irresponsável e alarmista" a notícia e sublinhou a importância do programa que está em curso em mais de 1.600 aldeias do país, assegurando que a distribuição das golas antifumo não põe em causa nem o projeto nem a segurança das pessoas.
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