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Correio da Manhã

Portugal
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Presidente do Boavista constituído arguido após buscas à sede da SAD do clube

Autoridades identificaram uma vantagem patrimonial de milhões de euros.
Ana Silva Monteiro, Marta Ferreira e Tânia Laranjo 18 de Dezembro de 2019 às 10:54
Vítor Murta, presidente do Boavista
Sede do Boavista alvo de buscas da PJ
Vítor Murta, presidente do Boavista
Sede do Boavista alvo de buscas da PJ
Vítor Murta, presidente do Boavista
Sede do Boavista alvo de buscas da PJ
A sede da SAD do Boavista e do Grupo Desportivo da Gafanha, em Ílhavo, foram esta quarta-feira alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária no âmbito de um inquérito crime relacionado com fraude fiscal qualificada e branqueamento, confirmou a PGR e PJ ao Correio da Manhã. O presidente do Boavista, Vítor Murta, foi constituído arguido no âmbito deste processo.

Numa nota enviada pela PJ ao CM, este não é o único local onde estão a ser realizadas buscas. As autoridades estão a efetuar "uma operação policial para cumprimento de mandados de buscas domiciliárias e não domiciliárias". 

Em causa estará a falta de entrega da prestação tributária devida, e a ocultação da mesma "através do desenvolvimento de atividade empresarial relacionada com a realização e gestão de eventos desportivos", avança a PJ em comunicado.

Os suspeitos usavam faturação falsa emitida por empresas nacionais e estrangeiras e ocultavam os proveitos. Para o branqueamento foram usados mecanismos como a "aquisição de bens móveis e imóveis por sociedades exclusivamente constituídas para o efeito, assim como o investimento em organizações desportivas, com conluio de agentes desportivos", esclarece a PJ. A autoridade diz ainda que os "suspeitos recorreram a aconselhamento jurídico e técnico especializado" para efetuar os crimes em causa.

O inquérito é dirigido pelo Ministério Público e Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, estando envolvidos na operação meios da Polícia Judiciária e da Autoridade Tributária.

"Foram levadas a cabo dez buscas domiciliárias e três buscas não domiciliárias (que incluíram dois escritórios de advogados, duas sociedades anónimas desportivas e dois cofres bancários), realizadas nos Concelhos de Porto, Vila Nova de Gaia, Guimarães e Aveiro", lê-se ainda. No comunicado, as autoridades avançam ainda que "até à presente data foi identificada uma vantagem patrimonial de milhões de euros".

A operação policial envolveu cerca de 80 elementos.

O CM contactou a assessora do clube que afirma que "O Boavista está a colaborar com as autoridades para que tudo fique esclarecido o mais rapidamente possível"

"Podemos adiantar que ninguém dos quadros do Boavista foi alvo de buscas domiciliárias", conclui em resposta ao CM.

Em atualização
Boavista PJ Polícia Judiciária economia negócios e finanças
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