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Correio da Manhã

Portugal
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SEGURANÇA SOCIAL MATA CONTRIBUINTE

Uma mulher de 43 anos, residente em Aviuges, na freguesia de Cepões, foi dada como morta há duas décadas pelos serviços de pensões da Segurança Social de Viseu, uma situação que a contribuinte tenta resolver há sete anos, sem sucesso.
8 de Outubro de 2003 às 00:00
A Segurança Social promete ressuscitar Maria Gomes em breve
A Segurança Social promete ressuscitar Maria Gomes em breve FOTO: Luis Oliveira
Maria do Carmo Gomes, ex-emigrante no Canadá, descobriu que não fazia parte do ficheiro dos vivos na Segurança Social quando regressou a Portugal e se dirigiu aos serviços para saber da sua situação como contribuinte e beneficiária. "Eu queria saber que descontos tinha feito. Quando a funcionária inseriu os meus dados no computador, verificou que eu estava morta desde 1983. Eu dei uma grande gargalhada", contou Maria Gomes, que não percebe a origem do erro, até porque o marido nunca recebeu o "subsídio de funeral".
Maria Gomes tem dois filhos, de 21 e 13 anos. Portanto, o último nasceu quando já estava morta, segundo a Segurança Social. "Só dá para rir", afirma a contribuinte. A mulher espera resolver a situação e "ficar legal" o mais "rápido possível", até porque já entregou, por três vezes, um atestado de residência e fotocópia do Bilhete de Identidade nos serviços. "Espero não ter problemas por ter estado tanto tempo morta para a Segurança Social", afirma a ex-emigrante.
Maria Gomes recorda ainda que durante alguns anos, antes de emigrar para o Canadá, recebeu uma pensão de invalidez, por estar cega da vista esquerda. "De repente cortaram-me a pensão. Falta saber se o fizeram por considerarem que eu já tinha morrido", acrescentou. A sua situação mantinha-se ontem. "Como é que pode ser?!", reagiu um funcionário dos serviços de pensões da Segurança Social de Viseu quando inseriu os dados no computador e obteve a seguinte resposta: "Situação: falecido em 1983/11".
Leonel de Carvalho, director do Centro de Segurança Social de Viseu confirmou que, na base de dados do Centro Nacional de Pensões, a contribuinte está dada como morta, mas a anomalia "está em vias de ser resolvida".
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