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Correio da Manhã

Portugal

Seguro recusa pagar casa ardida

Seguradora alega que não sabia qual era o tipo de construção.
Isabel Jordão 2 de Janeiro de 2018 às 08:37
Casa de Vergílio Caio
Casa de Vergílio Caio
Casa de Vergílio Caio
Casa de Vergílio Caio
Casa de Vergílio Caio
Casa de Vergílio Caio
A casa de um vendedor ambulante, em Alhais, no concelho de Pombal, foi destruída por um incêndio, dia 15 de outubro, mas a seguradora recusa assumir o sinistro, alegando que o proprietário não prestou toda a informação necessária à avaliação do risco.

Vergílio Caio, 67 anos, vivia há três anos num pré-fabricado de 12x4 metros, que trouxe de Inglaterra e instalou num terreno seu, entre eucaliptos e pinheiros. "Era uma casa bem mobilada, que tinha tudo do bom e do melhor", explicou o ex-emigrante ao CM, adiantando que a casa tinha três quartos, duas casas de banho, sala e cozinha.

Em fevereiro, subscreveu um seguro multirriscos habitação anual e pagou quase 80 euros, para ter a casa e o recheio protegidos em 40 mil euros. Quando o fogo chegou, acionou o seguro, a seguradora enviou um perito e ficou à espera da indemnização.

"Primeiro disseram que o processo estava em análise e pediram o número da conta bancária para fazerem o pagamento, depois voltaram atrás e disseram que iam cancelar a apólice e devolver o dinheiro que paguei pela apólice", contou Vergílio Caio, garantindo que vai recorrer da decisão.

"Não posso aceitar, se tenho o seguro em ordem a Liberty tem de assumir as suas responsabilidades", afirmou.

Contactada pelo CM, fonte oficial da Liberty Seguros esclarece que Vergílio Caio "não comunicou toda a informação necessária" à avaliação do "risco a segurar" e "caso tivesse sido comunicado o tipo de construção, o seguro não teria sido aceite".
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