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Correio da Manhã

Portugal
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Seis feridos no despiste em rali de Vila Real tiveram alta, dois estão hospitalizados

Piloto despistou-se e provocou a morte a dois jovens e feriu outros oito.
Lusa 9 de Março de 2020 às 11:47
Carro de rali mata dois espectadores em prova de rampa em Vila Real
Dois mortos e dois feridos graves em prova de rampa em Vila Real
Carro de rali mata dois espectadores em prova de rampa em Vila Real
Dois mortos e dois feridos graves em prova de rampa em Vila Real
Carro de rali mata dois espectadores em prova de rampa em Vila Real
Dois mortos e dois feridos graves em prova de rampa em Vila Real
Dos oito feridos na sequência do despiste no domingo de um piloto na Rampa Porca de Murça, seis já tiveram alta e dois permanecem no Hospital de Vila Real, disse esta segunda-feira fonte daquela unidade hospitalar.

Um piloto despistou-se no domingo, durante uma prova em Murça, abalroou espetadores e provocou a morte a duas pessoas e ainda oito feridos que foram transportados para a unidade de Vila Real do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

Contactada hoje pela agência Lusa, fonte da unidade hospitalar disse que seis dos feridos já tiveram alta, encontrando-se internados dois deles que, no domingo, foram considerados os casos mais graves.

A fonte referiu que aquelas duas vítimas sofrerem fraturas e não correm risco de vida.

O acidente ocorreu naquele concelho do distrito de Vila Real já depois do piloto ter cruzado a linha da meta.

A prova, que teve como palco a Estrada Nacional 15 (EN15), marcou o arranque do campeonato nacional de montanha e começou no sábado com 55 pilotos inscritos.

As duas vítimas mortais, ambas com 55 anos, são um funcionário da Câmara Municipal de Murça e uma mulher que vivia na aldeia de Levandeira, próxima do local do acidente.

Um dos feridos é um bombeiro da Corporação de Murça, de 56 anos, que se encontrava de serviço à prova. O piloto saiu ileso do acidente.

A organização da prova realizou uma conferência de imprensa no domingo à noite, na Câmara de Murça, onde garantiu que "não houve falha dos mecanismos de segurança".

Nuno Loureiro, dirigente do CAMI Motorsport, clube organizador da prova, referiu que o piloto "é experiente" e adiantou que o acidente terá sido originado por uma "falha mecânica".

Também Ni Amorim, da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), afirmou que "se confirma que foi uma falha técnica" e explicou que o acelerador terá colado e o carro terá ficado desgovernado.

O comandante da GNR de Murça, Teodoro Silvano, disse que a "prova cumpria todos os requisitos" e acrescentou que a GNR deslocou uma equipa especializada para o local, o Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação (NICAV).

O veículo acidentado, segundo a GNR, encontra-se apreendido para futuras diligências ordenadas pelo Ministério Público.

O presidente da Câmara de Murça, Mário Artur Lopes, referiu que as vítimas "se encontravam nas zonas de espetáculo, cumprindo assim os requisitos impostos pela segurança da prova", acrescentando que a autarquia vai "enveredar todos os esforços para averiguar o que efetivamente aconteceu e acionar todos os mecanismos" possíveis.

O autarca realçou que "a Rampa Porca de Murça é uma prova que acontece desde os anos 80, sem registo de incidentes", sublinhando que o traçado "está homologado segundo as normas impostas pelas Federação Internacional do Automóvel e pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

A Câmara de Murça decretou três dias de luto, entre hoje e quarta-feira.

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