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Correio da Manhã

Portugal
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Sem-abrigo condenado a 17 anos de prisão por matar homem no Porto

Coletivo de juizes acredita que o arguido "agiu de forma traiçoeira".
23 de Fevereiro de 2021 às 15:44
Renê Oura, de 46 anos, foi assassinado a murro e por asfixia dias depois de ter chegado a Portugal.
Renê Oura, de 46 anos, foi assassinado a murro e por asfixia dias depois de ter chegado a Portugal. FOTO: Direitos reservados
Um cidadão ucraniano foi condenado esta terça-feira a 17 anos de prisão por matar um homem brasileiro, no Porto. O crime ocorreu no ano 2019 quando o sem-abrigo assassinou à pancada e por asfixia Renê Oura, que tinha chegado a Portugal há poucos dias.

A sentença foi conhecida esta terça-feira no Tribunal de São João Novo, no Porto.

O tribunal deu como provados todos os factos que constavam na acusação. O coletivo de juizes acredita que o arguido "agiu de forma traiçoeira". 

Após cumprir pena, será expulso do País e não poderá regressar durante cinco anos.

O crime ocorreu a 7 de dezembro de 2019 depois do homicida e da vítima se abastecerem de cocaína junto de um traficante na zona de Francos, no Porto, segundo as autoridades.

O arguido, colocado em prisão preventiva à ordem do processo, apoderou-se de 800 euros que a vítima tinha em seu poder.

No início do julgamento, negou a prática de homicídio e admitiu apenas que roubou a carteira da vítima.

A versão do MP, que o tribunal veio a validar, foi outra: "Quando se dirigiram a um local escondido e pouco movimentado, supostamente com o objetivo de ambos consumirem aquele produto [droga], o arguido tentou retirar ao ofendido a carteira. Perante a resistência que aquele lhe ofereceu, atingiu-o com murros e pontapés em várias partes do corpo e asfixiou-o até à morte".

Na leitura do acórdão, o juiz presidente considerou que os factos da ausação "basicamente resultaram todos provados".

Disse que ofendido foi agredido "traiçoeiramente" e asfixado até a morte, com vista ao furto do seu dinheiro.

"A comunidade não tolera este tipo de comportamentos", observou o magistrado judicial.
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