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Correio da Manhã

Portugal
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Sem-abrigo fora da antiga estação

Desactivada desde 2006, a antiga estação de comboios de Lagos, situada junto à Marina da cidade, foi ocupada nos últimos tempos por vários sem-abrigo, que dormiam junto à antiga plataforma de embarque, espaço dotado de um resguardo. Depois de muitas queixas, a Refer, proprietária do edifício, decidiu finalmente intervir.
6 de Setembro de 2010 às 00:30
A antiga estação de Lagos fica situada junto à Marina da cidade, numa zona de grande importância turística
A antiga estação de Lagos fica situada junto à Marina da cidade, numa zona de grande importância turística FOTO: Paulo Marcelino

"A Refer fez aquilo que lhe competia", refere o presidente da Câmara de Lagos, Júlio Barroso, adiantando que os sem-abrigo foram "informados de que não podiam permanecer naquele local". Este foi limpo e colocada uma corrente em volta. Além desta intervenção na antiga estação estão ainda em curso trabalhos de limpeza e arranjo de toda a zona envolvente, incluindo a rotunda de acesso à nova estação.

O autarca revela que os serviços sociais da câmara conhecem todos os sem-abrigo que se encontravam naquele local, adiantando que têm sido feitas tentativas para os enquadrar e integrar, o que nunca foi aceite pelos mesmos, alguns dos quais terão problemas de ordem psicológica.

O edifício, inaugurado em 1922, é um exemplar de construção marcadamente ferroviária. Em 2002, a autarquia assinou um protocolo com a Refer para tomar posse do imóvel, mas, segundo Júlio Barros, a situação arrastou-se sem solução, apesar da insistência da câmara para que o edifício lhe fosse entregue.

Agora, a autarquia mudou de posição e já não está interessada em ficar com a antiga estação. Júlio Barroso explica que, como contrapartida pela cedência do edifício, a câmara teria de abdicar de cerca de 400 mil euros em receitas provenientes da urbanização de dois lotes de terrenos que pertencem à Refer e onde serão construídas unidades hoteleiras.

PRÉDIO DEVOLUTO EM ALBUFEIRA

As janelas dos apartamentos estão partidas e todo o edifício está degradado. O prédio, na rua Samora Barros, em Albufeira, mesmo em frente ao Hotel Boavista e próximo ao pavilhão do Imortal, é razão de preocupação para moradores e comerciantes. "São só pessoas estranhas a entrar e a sair, seringas no chão, e ainda esta semana um indivíduo que roubou uma mala a uma senhora fugiu lá para dentro", descreveu um morador da zona ao CM, que não quer ser identificado. Os proprietários do edifício, sabe o CM, já tentaram expulsar os ocupantes ‘estranhos’, entre eles toxicodependentes, mas sem sucesso.

A Câmara de Albufeira conhece a situação e garante que está a fazer "um levantamento de todos os prédios degradados para poder arranjar soluções para cada um deles". O presidente Desidério Silva assegura que "foi criada uma equipa só para resolver essas situações".

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