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Correio da Manhã

Portugal
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Sem identificação

O mistério que envolve a identidade de um homem, aparentemente estrangeiro, espancado quase até à morte na Praia da Rocha, em Portimão, continua a dar dores de cabeça à PSP, que está a investigar o caso e já identificou os dois alegados agressores da vítima, um dos quais cabo-verdiano.
13 de Setembro de 2005 às 00:00
A vítima, agredida à paulada neste local, está em coma
A vítima, agredida à paulada neste local, está em coma FOTO: Teixeira Marques
Ontem, o homem agredido continuava em coma, em risco de vida, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para onde foi transportado de emergência depois de ter estado no Hospital do Barlavento. Até ao final do dia ninguém procurou a vítima nem a deu como desaparecida.
Tal como o CM noticiou, a agressão verificou-se num parque de estacionamento explorado pela Cruz Vermelha, junto à V3, na madrugada de sábado. A vítima, com cerca de 40 anos e que se presume seja de nacionalidade britânica, estava acompanhada, ocasionalmente, por um outro homem (que, contudo, também desconhece a identidade do agredido) quando foi surpreendido pelo referido cabo-verdiano, que o tentou assaltar.
Como o homem terá procurado resistir, o gatuno, já com cadastro por roubo e desacatos, não hesitou e espancou-o à paulada – com uma estaca utilizada para suportar árvores em crescimento –, deixando-o à beira da morte. Na agressão foi auxiliado por um cúmplice. A vítima apresentava traumatismo craniano, fracturas muito graves nos maxilares e na face, bem como fracturas numa perna e num braço, esta última exposta. Desde então, nunca mais recuperou os sentidos e encontra-se em coma.
Por seu lado, o homem que acompanhava a vítima terá também sido agredido, embora de forma ligeira, tendo sido ele quem descreveu os agressores. O susto que apanhou tê-lo-á impossibilitado de fornecer pormenores muito detalhados.
Entretanto, um morador da zona referiu ao nosso jornal que uma outra testemunha do caso terá sido ameaçada por um dos agressores no sentido de se “manter calada”.
A área é considerada pelos residentes como “bastante perigosa, sobretudo a partir do cair da noite”.
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