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Correio da Manhã

Portugal
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Sem Polícia Marítima

Oposto de Sagres da Polícia Marítima tem desde há dois anos apenas um funcionário administrativo, pois os agentes que ali prestavam serviço foram colocados em Lagos. A situação está a revoltar os autarcas da zona, que alegam “deficiências na fiscalização e degradação do serviço”.
24 de Janeiro de 2007 às 00:00
O presidente da Junta de Freguesia de Sagres, Fernando Santana, diz que “um agente da Polícia Marítima vive em Sagres mas vai todos os dias para Lagos, numa situação de todo incompreensível.”
O posto não ofereceu as desejáveis condições de trabalho durante muitos anos e tiveram lugar obras, com os agentes a deslocarem-se para Lagos a partir daí. “Sempre nos disseram que era uma mudança provisória e que voltariam após a conclusão dos trabalhos, mas isso não sucedeu.”
Desde então, “a costa de uma vasta zona ficou mais exposta e menos vigiada. Quando há um acidente ou qualquer outro problema, a Polícia Marítima chega sempre no fim, pois vem de Lagos... Isso causa um natural sentimento de insegurança”, diz Fernando Santana.
O presidente da Junta de Freguesia de Sagres diz que a Polícia Marítima “quando agora vem a Sagres é apenas com o propósito de multar os pescadores. Das poucas vezes em que aqui têm aparecido, fizeram-no sempre com essa intenção”.
O comandante da Zona Marítima do Sul, Reis Ágoas, diz que a zona costeira do concelho de Vila do Bispo “nunca esteve tão bem vigiada e patrulhada, dentro do quadro dos meios existentes, como agora face às alterações entretanto introduzidas”.
Aquele responsável diz que não lhe interessa “ter agentes da Polícia Marítima atrás de um balcão, mas sim em actividade, em terra ou no mar. Houve um esforço no apetrechamento de meios mecânicos e, por via disso, temos intensificado a actividade, em particular na fiscalização da sinalização das artes de pesca e no tamanho destas”.
Numa situação de emergência “o fundamental é que os meios de socorro cheguem depressa”, frisa o comandante Reis Ágoas.
BRIGADA NÃO TEM MILITARES NA BALEEIRA
A Brigada Fiscal da GNR deixou de destacar um militar para o porto da Baleeira, em Sagres, e agora os pescadores são obrigados a percorrer dois quilómetros até à vila – muitas das vezes a pé – para resolverem problemas junto daquela força, em particular o despacho das guias para o gasóleo.
“Os pescadores vão ao posto tratar dos papéis e um militar desloca-se numa viatura ao porto para confirmar a colocação do combustível na embarcação e a legalidade do procedimento”, refere Fernando Santana, presidente da Junta de Freguesia de Sagres. “Antes a GNR não tinha espaço mas foi negociada uma solução com IPTM. Porém, há meses que partiram.”
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