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Correio da Manhã

Portugal
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SEM TELEVISÃO MAS COM TV CABO

O ex-presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro aprovou, antes de abandonar o cargo, a instalação de TV Cabo em 400 extensões e centros de saúde. O problema é que em alguns dos edifícios não existe sequer um televisor como, por exemplo, a extensão de saúde do Souto da Carpalhosa. José Cabeças é acusado de apressar a implantação do programa de forma a responder aos interesses de um familiar.
5 de Julho de 2002 às 21:47
O antigo responsável, que nega qualquer favor, promete tirar o caso a limpo em Tribunal. "Vou accionar um processo judicial porque isso é totalmente falso. Não houve pressa nenhuma", referiu ontem ao CM.

A questão foi levantada na última Assembleia Municipal de Leiria. O presidente deste órgão, o social-democrata José António Silva, afirma que "no último mês e meio" da administração de José Cabeças "houve um 'pressing' no sentido de serem colocadas parabólicas" e que "o contrato tinha sido para um familiar" do ex-presidente da ARS Centro.

José António Silva, que é médico, não encontra nenhuma vantagem na TV Cabo. "As pessoas quando vão aos centros de saúde é para trabalhar ou para serem tratadas", afirma. Segundo José Cabeças, nomeado pelo PS, tudo não passa de "motivação partidária do mais baixo que há".

A instalação das TV Cabo tinha por objectivo a promoção de cuidados de saúde entre os utentes e a formação dos profissionais médicos, explicou José Cabeças.

O coordenador do programa, disse ao CM que o mesmo está "na fase final" e é comparticipado em 75 por cento por fundos comunitários. Quanto aos televisores, "ficou combinado instalá-los mais tarde".
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