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Correio da Manhã

Portugal
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Sequestrada e abusada por três encapuzados

Uma rapariga de 16 anos, residente em Viana do Castelo, foi sequestrada no regresso da escola e violada por três encapuzados – que a abandonaram a oito quilómetros da cidade, em Carreço. Ontem de manhã, embrulhada num casaco, pediu ajuda na primeira casa, a cerca de 500 metros do local da violação. Foi encaminhada para o Centro Hospitalar do Alto Minho, onde se mantém internada.
13 de Janeiro de 2006 às 00:00
A vítima foi sequestrada neste local de Viana do Castelo, a 200 metros de casa
A vítima foi sequestrada neste local de Viana do Castelo, a 200 metros de casa FOTO: Rui Filipe Moreira
Os sinais de “excessiva violência” surpreenderam até os inspectores da Polícia Judiciária de Braga, que investigam o caso e já recolheram várias provas, como peças de vestuário, que podem levar aos violadores. Especialistas do laboratório de Polícia Científica deslocaram-se imediatamente ao hospital e recolheram vestígios de sémen do corpo da vítima.
Segundo fonte policial, a rapariga foi surpreendida por três homens, ao final da tarde de quarta-feira, quando se dirigia para a casa, onde vive com os pais, em Viana do Castelo. Regressava das aulas, na Escola Secundária de Monserrate. Encontrava-se junto à rotunda do campo de futebol do Vianense, a cerca de 200 metros da casa.
Os violadores, encapuzados, meteram-na à força num carro e arrancaram a alta velocidade. Os pais participaram à GNR o desaparecimento da filha cerca das 22h30.
Os sequestradores conduziram a vítima para um local ermo, no lugar de Troviscoso, freguesia de Carreço, onde a violaram sucessivamente.
A estudante conseguiu pedir socorro, cerca das 07h30 de ontem, numa casa situada junto à EN13, perto do local das violações. Os proprietários da habitação chamaram a GNR de Viana do Castelo, que imediatamente comunicou o caso ao Ministério Público e à Polícia Judiciária.
A vítima foi transportada numa ambulância dos Bombeiros de Viana do Castelo ao Centro Hospitalar do Alto Minho.
Segundo fonte da Polícia Judiciária, a rapariga “foi muito maltratada” e apresentava vários ferimentos, resultantes de “agressões e dos abusos sexuais”. A mesma fonte diz que a vítima se encontra “traumatizada e muito afectada”.
VIOLÊNCIA SURPREENDE AUTORIDADES
A violação da jovem de Viana do Castelo deixou surpreendidos os agentes das autoridades – tanto pelas circunstâncias do sequestro como pela violência exercida sobre a vítima. “Nunca tinha ocorrido algo de semelhante nesta zona”, assegurou ao CM o comandante do Destacamento Territorial da GNR de Viana do Castelo, tenente-coronel Branco.
Este oficial da Guarda garante que a sua área de actuação é marcada pela pequena criminalidade. Não se recorda de casos de sequestro de alunos. Nem os furtos a estudantes são prática corrente: ocorrerem ocasionalmente em alguns estabelecimentos de ensino.
O tenete-coronel Branco diz que os agentes que inicialmente tomaram conta do caso ficaram “perplexos” com as marcas de violência exercida sobre a vítima. A violação da estudante de Viana do Castelo ainda não era do conhecimento dos moradores da freguesia de Monserrate, Viana do Castelo, onde vive com os pais, nem dos alunos da escola secundária.
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