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Correio da Manhã

Portugal
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SERPA OUVE POPULAÇÃO

A população do concelho de Serpa tem vindo a ser auscultada pela edilidade no sentido de apontar as intervenções que devem ser consideradas prioritárias para a região, com o fim de melhorar as condições e a qualidade de vida.
4 de Novembro de 2003 às 00:00
Numa primeira fase, o contacto foi efectuado através de inquérito, mas agora é o próprio presidente da autarquia que se desloca às freguesias para ouvir as queixas e encontrar as soluções. Num universo de 8725 lares, 24 por cento (2025) respondeu ao apelo da Câmara Municipal de Serpa fazendo chegar ao município, através de um envelope RSF, o pedido das obras que segundo os serpenses merecem uma particular atenção por parte dos políticos locais.
Segundo o presidente da edilidade, João Rocha, este tipo de contacto com a população é fundamental para aumentar os índices de confiança entre eleitos e eleitores e para melhorar o conhecimento da realidade. “As sugestões, propostas e contributos serão tidas em conta, porque ninguém melhor do que os residentes, em conjunto, para nos dizerem quais são as principais lacunas da terra.”
Durante o mês de Setembro, todas as habitações do concelho receberam um questionário com um conjunto alargado de obras e intervenções e o número de respostas surpreendeu. “Não estava à espera de tamanha receptividade. Agora, com esta fase terminada, temos vindo a falar com as pessoas nas juntas de freguesia, centros culturais, nos salões de festa, no sentido de discutir, para construir, que é afinal o lema da iniciativa.” De uma forma geral, a reparação de caminhos e estradas e o tratamento de águas residuais são as intervenções que a população deste concelho da margem esquerda do rio Guadiana mais exige, mas uma análise mais cuidada permite observar que há localidades preocupadas com a falta de uma casa mortuária (A-do-Pinto), de uma piscina (Pias) ou até mesmo de um salão polivalente para casamentos, baptizados e outras festas (Vale de Vargo).
Contudo, sendo uma escolha que tem como base a vontade maioritária da população, nem sempre a decisão final agrada a todos. Em Vale de Vargo, por exemplo, 158 pessoas, de um total de 220 participações, escolheram como prioritário a construção de um pavilhão polivalente Contudo, outros residentes quiseram mostrar ao presidente que nesta freguesia há muito que faz falta um espaço que albergue as diversas associações existentes. “Respeitamos a decisão da maioria, mas julgamos que seria fundamental criar condições para as diversas associações existentes nesta freguesia”, reclama Manuel Pepe.
PROJECTAR PLANO DE ACTIVIDADES
A realização dos inquéritos e dos encontros com a população visam – para além de um contacto mais profundo com as diferentes realidades existentes no concelho de Serpa, em que a localidade-mãe tem quase tudo, e as restantes freguesias quase nada – a elaboração do próximo Plano de Actividades da edilidade. Segundo o presidente da autarquia, com “este procedimento é possível planear e gerir de uma forma mais rigorosa e em direcção às necessidades da população”.
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