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Sete anos de prisão em internamento para irlandês que atacou professora à machadada

Agressão ocorreu na Universidade de Coimbra, em agosto de 2014. Fica em preventiva por novas ameaças.

08 de março de 2018 às 14:58

Colin Gloster, o irlandês de 37 anos que atacou uma professora da Universidade de Coimbra à machadada, em agosto de 2014, foi condenado a sete anos e sete meses de prisão e a uma multa de 50 mil euros à vítima. O tribunal decidiu ainda que o arguido vai ficar, desde já, em prisão preventiva, uma vez que terá enviado uma mensagem de email com ameaças a uma funcionária da universidade.O antigo aluno de doutoramento, justificou a atitude que teve em agosto de 2014, no departamento de Física da Universidade de Física alegando que "estava desesperado, sem dinheiro, com fome e medo de se tornar num sem-abrigo".O homem, na altura com 34 anos, assumiu as agressões, mas diz que nunca teve intenção de matar. 

O irlandês acusa a Universidade de Coimbra de lhe esconder "todas as formas de acesso à bolsa e apoio social que tinha. Isso é que é fraude", disse o investigador. Ao longo do tempo sentiu-se "maltratado e de forma desonesta pela professora", acusou o aluno, diagnosticado com autismo.

Numa sessão no Tribunal de Coimbra, em janeiro, a vítima recordou a agressão no interior da sala, onde foi atingida com uma machada que o aluno levava escondida, "sempre de cima para baixo", adiantou Filomena Figueiredo, que ficou com vários golpes nos braços. Lesões das quais ainda tem mazelas físicas e psicológicas. Desde a agressão que a professora diz que tem receio de andar sozinha na rua.

O acusado vai ser transferido para um estabelecimento hospitalar para receber tratamento psicológico. 

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