Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
6

SETÚBAL À FRENTE NO ROUBO DE TELEMÓVEIS

O distrito de Setúbal, com 25 casos de assaltos a lojas de telemóveis, liderou, em 2001, este tipo de crime nas áreas controladas pela PSP, conclui um relatório desta força. Este montante representa 23 por cento do total dos roubos durante o ano. Desconhece-se o número de unidades levadas pelos assaltantes.
21 de Janeiro de 2003 às 00:00
Lisboa, com 16 casos (15 por cento) e Porto com 14 (13 por cento), foram os outros distritos mais afectados.
No espaço de um ano só o número de assaltos a estabelecimentos que vendem aqueles equipamentos nas aéreas policiadas pela PSP aumentou quase 80 por cento, passando de 62 em 2001 para 110 no ano passado, revelam dados reunidos pelo Ministério da Administração Interna (MAI).

O Governo ainda não dispõe de elementos sobre os roubos e furtos em lojas situadas nas zonas sob responsabilidade da GNR.


O relatório surgiu três dias antes de o Ministério da Administração Interna (MAI) ter anunciado a criação de um grupo de trabalho destinado a prevenir e combater os roubos e furtos de equipamentos telefónicos celulares.

No documento da PSP, intitulado ‘Telemóveis - Fenómeno Criminológico’, os elementos reunidos pela polícia, que não quantificam o número de telemóveis roubados, permitem ainda determinar que os assaltantes actuam essencialmente de madrugada, entre a meia-noite e as 06h00, período em que foram registados 57 por cento dos roubos.

O recurso a armas de fogo é outro factor comum, embora o relatório não especifique com que frequência, tal como o uso de gorros ou outros disfarces que dificultem a identificação dos assaltantes, que neste caso atinge os 25 por cento das situações registadas.

Ainda no passado domingo, a loja da Portugal Telecom em Torres Vedras foi assaltada por dois homens encapuzados que, pelas 13h10, partiram o vidro da porta e furtaram vários telemóveis, em número e valor não divulgados.

Usual é também o recurso a automóveis roubados para destruir gradeamentos de protecção das lojas, cujo acesso fica mais facilitado se não existir aquele tipo de estrutura, bastando para o efeito usar pedras ou ferros para quebrar as montras.

A PSP chegou mesmo à conclusão de que as quadrilhas, que costumam integrar três a quatro elementos – em que apenas sete por cento são mulheres – fazem habitualmente os assaltos em carros furtados, chegando a usar duas viaturas para assegurar a fuga no caso do carro usado para destruir a protecção da loja ficar inutilizado.

Quanto às razões para o disparo do número de assaltos no último ano, o diagnóstico policial considera que as principais utilizações dadas aos equipamentos roubados são o esgotamento dos ‘plafonds’ dos respectivos cartões e a venda de cartões e equipamentos a baixo preço.
Ver comentários