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Correio da Manhã

Portugal
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Setúbal exige alternativa à cimenteira da Arrábida

A Câmara de Setúbal aprovou, na quarta-feira, por maioria, uma moção em que exige que o Governo promova um “processo participado para discutir soluções alternativas” para a cimenteira da Secil, no Parque Natural da Arrábida.
4 de Outubro de 2007 às 16:36
A moção, que contou com os votos favoráveis da maioria CDU e do PSD e os votos contra do PS, insta o governo a “iniciar imediatamente um processo participado que vise procurar alternativas e soluções para um problema que não pode, de forma alguma, prolongar-se, hipotecando o bem estar das gerações futuras e afectando, irremediavelmente, um dos mais importantes patrimónios naturais da humanidade”.
A autarquia espera assim conseguir iniciar uma “discussão com toda a seriedade” sobre a possibilidade de iniciar, de forma progressiva, a cessação da actividade da Secil.
O documento hoje aprovado pela autarquia de Setúbal será enviado ao Presidente da República, ao Presidente da Assembleia da República e Grupos Parlamentares, ao Primeiro-Ministro e ao Ministro do Ambiente.
A Câmara de Setúbal alega que a decisão governamental de permitir o aumento da cota de exploração de pedreiras em profundidade, de 60 para 120 metros, vai permitir prolongar a permanência da cimenteira no Parque Natural da Arrábida até 2044, o que contraria as posições assumidas pelas populações locais e seus representantes.
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