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Correio da Manhã

Portugal
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Setúbal quer policiamento de proximidade

A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, vai pedir mais efetivos da PSP para o concelho e um reforço do policiamento de proximidade.
17 de Março de 2013 às 20:11

A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, revelou hoje que vai pedir mais efetivos da PSP para o concelho e um reforço policiamento de proximidade, após os incidentes de sábado no bairro da Bela Vista.


A autarca setubalense acredita que se a PSP tivesse mais efetivos e viaturas na cidade de Setúbal, a intervenção policial poderia ter sido mais rápida, minimizando os estragos provocados por um grupo de "cerca de 30 jovens", após a morte de um outro que estava a ser perseguido pela polícia.


Além do reforço do efetivo policial, Maria das Dores Meira defende também a necessidade de se apostar no policiamento de proximidade para prevenir a ocorrência deste tipo de incidentes.


"Há cerca de três anos tivemos um único polícia de proximidade a trabalhar no bairro da Bela Vista, com excelentes resultados. Esse polícia trabalhou apenas durante um ano, mas isso traduziu-se numa acalmia no bairro", disse à Lusa Maria das Dores Meira.


"Não havia tanta hostilidade contra a polícia porque aquele elemento da PSP, que tinha formação específica para aquelas funções, batia à porta dos idosos para saber se estava tudo bem com eles e falava com os jovens nos cafés. Para os jovens era um polícia com nome", acrescentou.


Segundo Maria das Dores Meira, é este tipo de trabalho das forças de segurança que a autarquia vai solicitar, uma vez mais, ao ministro da Administração Interna.


A presidente da Câmara de Setúbal considera que o policiamento de proximidade é a melhor forma de complementar o trabalho de reinserção social que tem vindo a ser desenvolvido pela autarquia e por outras forças vivas do concelho na Bela Vista.


A autarca comunista exigiu também o apuramento de responsabilidades para se saber em que circunstâncias ocorreu a morte do jovem, que foi perseguido pela polícia depois de ter passado um sinal vermelho, acabando por morrer após um despiste do motociclo em que seguia, na zona das Manteigadas.


A PSP admite que foram efetuados dois disparos de intimidação, mas que não terão atingido o jovem.
A versão policial é contrariada por alguns moradores das Manteigadas e da Bela Vista, que responsabilizam a PSP pela morte do jovem.   

 

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