“Pareciam cenas do Canal 18”. É desta forma que uma aluna conta o que viu na manhã de sexta-feira, no pavilhão C da Escola Secundária da Amora. D., do 7.º ano, foi uma das que viu dois empregados da ESA a praticarem... sexo oral, numa sala onde são, conta, guardadas as chaves das salas de aula. E foram vários os jovens de 13 e 14 anos que, chocados, presenciaram o acto praticado pelos dois funcionários, ele com cerca de 60 anos e ela com cerca de 50.
A história é tema de conversa entre os alunos e... os professores. Quase todos conhecem a história dos dois empregados que terão sido apanhados na manhã de sexta-feira – curiosamente, dia da greve dos funcionários não docentes.
No entanto, alguns professores, questionados pelo CM se conheciam o sucedido, responderam “não” ou “está-me a dar uma novidade”. Ou ainda “não estive cá na sexta-feira”. Mas outros admitem saber da história. “Ouvi falar e comentámos entre nós, mas preferimos não falar muito nisso, até porque não é positivo para a escola”, afirmou uma professora.
Mas na escola não se fala noutra coisa. Como referiu ao CM um aluno do 9.º ano: “A minha mãe soube porque tem um café e conhece as contínuas, que lhe contaram”. A história passou os portões da escola.
CHORO E FUGA
Quem não tem dúvidas do que viu é D., uma aluna do 7.º ano e que na manhã de sexta-feira, pelas 9 horas, foi alertada “pelas colegas, que começaram a chamar o pessoal”. D. afirma que espreitou pela fechadura da porta da sala onde são guardadas as chaves das salas e que viu um empregado e uma auxiliar de acção educativa a praticarem... sexo oral. “Pareciam cenas do Canal 18”, refere a aluna.
Segundo conta, os alunos começaram a afluir para o local, ‘chamados’ pelo alvoroço criado à entrada do pavilhão C. Alguns terão ido ‘chamar’ o Conselho Directivo. A auxiliar terá saído “a chorar” do pavilhão e ontem “não foi vista” na escola. Alguns alunos afirmam que “foi suspensa”. Quanto ao empregado, ninguém o viu sair do pavilhão. Ontem de manhã, ainda não tinha sido visto nas instalações.
Os alunos contam também que “houve professores que falaram nisso e as contínuas também falam, até se riem de vez em quando”. Há mesmo quem sugira: “Se calhar pensavam que por ser greve não vinha ninguém”.
Segundo alguns alunos, já não será a primeira vez que esta empregada é surpreendida a praticar sexo na escola. Foram vários os alunos que contaram que “ela já tinha sido apanhada há uns anos com um aluno”. O incómodo e mal-estar na escola sente-se nas conversas que se podem ouvir entre os alunos. Se para uns é motivo de chacota e gozo, para os mais novos (7.º ano), “é nojento”.
"NADA A DIZER SOBRE ISSO"
Segundo alguns alunos contaram ao CM, já não terá sido a primeira vez que a referida empregada terá sido surpreendida a praticar sexo nas instalações na escola. Da parte do Conselho Directivo da Secundária da Amora, o vice-presidente Simão Cadete transmitiu a posição oficial da direcção em relação ao assunto: “Não temos qualquer tipo de declarações a fazer, não há nada a dizer sobre isso”.
Questionado sobre se poderia confirmar pelo menos os factos relatados ao CM – e confirmados por alguns professores – Simão Cadete apenas referiu que “não há nada para confirmar nem para desmentir”. Já quanto à eventualidade de ter acontecido alguma coisa, o vice-presidente do CD da ESA explicou que “seria um assunto do foro interno da escola”.
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