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Correio da Manhã

Portugal
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Silêncio de agressor de estudante morto no Porto leva a arquivamento do processo

Bombeiro na reserva foi interrogado como arguido.
Manuel Jorge Bento 5 de Novembro de 2018 às 01:30
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Silêncio do agressor leva a arquivamento de processo sobre estudante que morreu no Porto

Nelson Garnacho, identificado como um dos jovens envolvidos nas agressões a Joel Rafael - estudante de 20 anos que morreu após confrontos no estacionamento da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a 1 de abril de 2016 -, foi interrogado como arguido pela PJ do Porto. O suspeito – bombeiro na reserva, natural de Mogadouro – não quis prestar declarações. Poderia indicar o nome dos outros agressores. O silêncio, entre outros fatores, ajudou ao arquivamento do inquérito à morte de Joel, pela segunda vez.

"Foi a família que conseguiu identificar esse senhor e, mesmo com as imagens e a cara nítida dele, eles [investigação] dizem que o Joel foi agredido, mas não conseguem identificar por quem", afirma Paula Queirós, mãe de Joel. A mulher, que sobrevive sem respostas sobre a morte do filho, lamenta a falta de colaboração de amigos e colegas do jovem que morreu após ser agredido. "Eles não devem conseguir dormir, a consciência deve pesar-lhes. E o senhor Nelson Garnacho era bombeiro. Supostamente, um bombeiro costuma ajudar, acho eu", disse, revoltada.

Nelson Garnacho foi até reconhecido por um amigo de Joel Rafael, que tinha apresentado queixa, em 2016, contra o suspeito pelas agressões de que foi alvo - tal como a vítima. Mais tarde, desistiu da queixa.

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