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Simulacro acciona centenas de meios

O exercício era ambicioso: criar um cenário de desastre nas imediações do aeroporto Francisco Sá Carneiro, já em Vila do Conde, que representasse o melhor possível a queda de um avião. Foi elaborado um plano que incluiu incêndios florestais, urbanos, industriais, acidentes rodoviários e químicos inflamáveis. Tudo a acontecer ao mesmo tempo e em vários locais. Para a operação, realizada ontem, foram chamadas mais de 500 pessoas, entre operacionais e figurantes. O balanço, diz a organização, foi positivo.

14 de março de 2010 às 00:30

O simulacro foi de grande envergadura. Por volta das 15h20 foi dado o alerta às autoridades da queda do avião num descampado próximo da linha de metro de Modivas Sul. Enquanto os figurantes à volta faziam de feridos e de mortos, o avião – representado por três autocarros – começou a arder, com direito a explosões.

Dez minutos depois do alerta chegam os primeiros meios de socorro: Cruz Vermelha, Bombeiros, GNR e PSP de Vila do Conde e os Sapadores do aeroporto. Como o local do acidente se encontra numa zona mista partilhada pelo aeroporto e pela corporação de Vila do Conde, estes foram os meios accionados de imediato. Às 15h33 já se combatia as chamas no avião. E dois minutos depois eram retiradas as primeiras vítimas.

O INEM chega, mas ainda não pode actuar porque surgem novos focos de incêndio perto do avião. No entanto, à mesma hora, são activados os planos de emergência nos hospitais São João (Porto), Santos Silva (Vila Nova de Gaia) e São Marcos (Braga), para o simulacro. Numa situação real, seriam ainda accionadas as unidades hospitalares de Vila do Conde/Póvoa de Varzim, da Prelada e de Santo António, no Porto, e Pedro Hispano, em Matosinhos.

Os feridos graves chegam aos hospitais meia hora depois da hora do alerta da queda da aeronave.

O fogo é extinto em vinte minutos, as 47 corporações de bombeiros do distrito do Porto e os agentes da Protecção Civil não param de chegar.

O objectivo de testar a interacção das entidades foi cumprido.

"NÃO HÁ NADA A APONTAR"

O balanço foi feito mais de uma hora depois do início do simulacro. "Até agora está a decorrer dentro das nossas expectativas. O vento não está a afectar significativamente as operações de socorro, excepto no combate aos fogos, mas já está a situação resolvida", disse o coronel Teixeira Lopes, do Comando Distrital de Operações de Socorro. "Não há nada a apontar a não ser o congestionamento dos veículos de socorro, que foi prontamente resolvido", continua.

Os focos de incêndio foram extintos, os meios de socorro activados e os feridos estiveram sujeitosa uma triagem, tal como numa situação real. O local escolhido para o simulacro fica perto do aeroporto e é ponto de passagem obrigatória para os aviões que se dirigem para norte. "A queda na descolagem, com o posto de combustível cheio e sem capacidade de manobra, é a situação mais gravosa. Na parte sul seria muito mais grave pelas habitações", explica Teixeira Lopes.

PORMENORES

MEIOS ACCIONADOS

47 corporações de bombeiros e 13 entidades, entre as quais Protecção Civil, Serviços Municipais, INEM, GNR, PSP e aeroporto. Um total de 369 homens e de 115 veículos.

FIGURANTES

As 150 pessoas fazem parteda Fraternidade Nuno Álvares, que reúne antigos escuteiros.

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