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Correio da Manhã

Portugal
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SIMULOU RAPTO PARA FICAR COM O RESGATE

A Polícia Judiciária da Guarda deteve um indivíduo de 46 anos, residente em Horta do Douro, Vila Nova de Foz Côa, por suspeita de na quinta-feira ter simulado um rapto para extorquir dinheiro a um familiar.
12 de Abril de 2003 às 00:04
Bruno Costa, à esquerda, diz que o pai foi levado à força na carrinha
Bruno Costa, à esquerda, diz que o pai foi levado à força na carrinha FOTO: Luís Oliveira
O indivíduo, C. Costa, empresário agrícola, terá telefonado ao princípio da tarde de anteontem à sua mulher, via telemóvel, a dar conta que tinha sido raptado por três indivíduos que pretendiam uma avultada quantia de dinheiro para o libertar.
A mulher, crente no relato do marido, alertou a GNR de Freixo de Numão, que montou uma operação de busca e contactou a PJ da Guarda, que viria a tomar conta do caso.
Depois de algumas horas de investigações e de vários contactos telefónicos entre ‘raptado’ e autoridades policiais, o indivíduo acabou por aparecer e a Judiciária deslindou o caso e deteve a suposta vítima.
Segundo um conhecedor das investigações, o indivíduo encenou o ‘rapto’ e pediu que pagassem o resgate com o intuito de ficar com o dinheiro. "Tratava-se de uma grande quantia que o indivíduo tinha como objectivo extorquir a um familiar directo", adiantou o nosso informador.
O homem acabou por passar a noite na cadeia da Guarda e ontem foi presente ao juiz do Tribunal de Vila Nova de Foz Côa.
Em Horta do Douro, a maior parte dos habitantes continuava ontem convencida que C. Costa tinha sido mesmo raptado e agredido, e ainda não tinha regressado a casa. “Só há gente a querer fazer mal a quem trabalha e luta pela vida”, disse Francisco Nicolau, vizinho da família, temendo pela vida do seu conterrâneo. Bruno Costa, de 18 anos, filho do indivíduo adiantou ao nosso jornal alguns contornos do suposto rapto: "O meu pai andava a trabalhar numa vinha, apareceram três indivíduos, estrangeiros e armados com pistolas e obrigaram-no a entrar numa carrinha”, explicou o jovem.
Depois “levaram-no para um lugar ermo, agrediram-no e pediram muito dinheiro de resgate. Entretanto o meu pai conseguiu fugir e regressou a casa. Não posso dizer mais nada porque o caso está em segredo de Justiça, mas não sei porque é que a PJ levou o meu pai", concluiu Bruno Costa, antes de saber o que aconteceu na realidade.
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